A Síria confirma mortos e feridos após explosões em Damasco durante a visita de Macron
- www.jornalclandestino.org

- há 4 dias
- 2 min de leitura
Explosões registradas no centro de Damasco deixaram uma pessoa morta e 36 feridas na terça-feira, enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, realizava uma visita oficial à Síria. Os ataques ocorreram nas proximidades do Ministério do Turismo e do Hotel Four Seasons, onde Macron havia permanecido durante sua passagem pela capital síria. O presidente francês afirmou que a Síria não deveria ser "desestabilizada" pelas ações e decidiu manter sua agenda no país.
![Agentes de segurança sírios inspecionam um veículo incendiado perto do Hotel Four Seasons, após duas explosões terem atingido a área mais cedo, enquanto o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, se reunia com o presidente francês, Emmanuel Macron, no palácio presidencial, em Damasco, Síria, em 7 de julho [Foto de Omar Albam/AP].](https://static.wixstatic.com/media/3a76c2_76b0a9014ef94805b9cd82fe82042856~mv2.webp/v1/fill/w_770,h_513,al_c,q_85,enc_avif,quality_auto/3a76c2_76b0a9014ef94805b9cd82fe82042856~mv2.webp)
A agência de notícias estatal síria, citando informações do Ministério da Saúde, informou nesta quarta-feira que 36 pessoas ficaram feridas nas explosões. Segundo o balanço divulgado pela pasta, 31 vítimas sofreram "ferimentos leves", enquanto outras cinco foram internadas em "condição estável".
As explosões atingiram uma área central de Damasco, próxima ao Ministério do Turismo e ao Hotel Four Seasons, um dia depois da hospedagem de Macron no local. De acordo com informações da Al Jazeera e da AFP, o presidente francês já havia deixado o hotel em direção ao palácio presidencial sírio quando os dispositivos explodiram.
O Ministério do Interior da Síria informou que os explosivos estavam instalados em dois pontos distintos. Segundo a pasta, uma bomba foi colocada dentro de um veículo estacionado às margens de uma via e outro dispositivo foi deixado em um contêiner de lixo. As autoridades afirmaram que as explosões ocorreram "enquanto se preparavam para desarmá-las".
Macron foi o primeiro chefe de Estado da União Europeia a visitar a Síria desde a deposição do antigo presidente sírio Bashar al-Assad, em 2024, conforme informado pela reportagem da Al Jazeera. Apesar dos ataques, o presidente francês prosseguiu com sua programação e participou de uma coletiva de imprensa ao lado do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa.
Durante a declaração conjunta, Macron afirmou que os dois países não deveriam "se deixar desestabilizar" pelos ataques. Al-Sharaa elogiou a decisão do presidente francês de continuar a visita e classificou a permanência de Macron na agenda oficial como uma demonstração de "coragem".
Os ataques ocorreram cinco dias após outro episódio de violência em Damasco, quando uma ação separada matou 10 pessoas em um café da capital síria. As novas explosões aconteceram em um período em que o governo sírio busca reorganizar suas estruturas políticas e diplomáticas após mais de uma década de instabilidade no país.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shaibani, afirmou que a visita de Macron representava um "ponto crucial" nas relações entre os dois países. Durante a passagem do presidente francês, Síria e França assinaram 15 acordos bilaterais envolvendo setores como aviação civil, saúde, sistema bancário, infraestrutura hídrica e rodovias.
Ahmed al-Sharaa declarou que considera a França um "parceiro principal" para Damasco e afirmou que o país europeu poderia participar de projetos relacionados ao trânsito global após interrupções no Estreito de Ormuz.
Após a visita à Síria, Macron e al-Sharaa seguiram para Ancara, na Turquia, onde participaram da cúpula anual da OTAN.












































