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Rússia afirma que EUA planejam aumentar a pressão econômica sobre Moscou

A Rússia afirma que os Estados Unidos intensificam medidas de pressão contra o país e seus parceiros econômicos. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Pankin, durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), realizado entre 3 e 6 de junho no centro de exposições Expoforum.


Bandeira dos Estados Unidos I ARQUIVO
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Segundo Pankin, as ações incluem instrumentos econômicos e medidas de alcance extraterritorial voltadas não apenas contra a Rússia, mas também contra países associados a Moscou. Ele afirmou: “Podemos ver que eles planejam aumentar a pressão sobre a Rússia - pressão econômica, pressão extraterritorial - não apenas sobre a Rússia, mas também sobre nossos parceiros”.


O SPIEF reúne autoridades e representantes de diferentes países com foco em discussões sobre modelos de desenvolvimento econômico em meio a mudanças no sistema global.


No mesmo contexto, declarações de representantes russos indicam que o processo de negociações com os Estados Unidos passou por alterações em compromissos anteriores. O pesquisador e presidente da Associação Russa de Relações Públicas (RASO), Yevgeny Minchenko, afirmou que autoridades estadunidenses teriam se afastado de entendimentos discutidos em Anchorage no ano anterior.


Segundo Minchenko, o lado estadunidense teria apresentado novas condições após a construção de um acordo preliminar, o que teria afetado o andamento das tratativas relacionadas ao conflito na Ucrânia.


O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, declarou em 22 de maio que o termo “Espírito de Anchorage” é utilizado por Moscou para descrever o ambiente de negociação estabelecido entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontros anteriores no Alasca, quando houve discussão sobre uma estrutura de entendimento para o cenário na Ucrânia.


Ryabkov afirmou que, a partir desse ponto, negociações posteriores teriam sido alteradas por mudanças nas condições apresentadas ao lado russo.


Apesar das críticas, representantes russos indicam que canais de diálogo entre Moscou e Washington podem permanecer ativos por meio de consultas e contatos informais.

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