Médicos brasileiros formados em Cuba destacam o humanismo da ilha
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Médicos brasileiros graduados em Cuba reafirmaram o papel da ilha na formação de profissionais de saúde e denunciaram os efeitos do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra o país caribenho. Os depoimentos foram divulgados em 14 de junho pelo Comitê Carioca de Solidariedade com Cuba, por meio de um vídeo que reúne nove profissionais formados em instituições cubanas. Os participantes relacionam as restrições impostas por Washington às dificuldades enfrentadas pelo sistema econômico cubano e destacam a continuidade das missões médicas internacionais mantidas pela ilha.

No vídeo divulgado pelo Comitê Carioca de Solidariedade com Cuba e reportado pela agência Prensa Latina, nove médicos brasileiros relembram sua trajetória acadêmica no país caribenho e manifestam reconhecimento pela formação recebida. Os depoimentos foram apresentados por Ozéias de Paula dos Reis, Tânia Barbosa, Daniele, Bianca, Camila Negreiros, Cassandra Renaut, Leandro Nascimento Bertoldi, Moara Rodrigues e Pamela Menendez.
Ao longo das declarações, os profissionais afirmam integrar um contingente superior a 30 mil estudantes estrangeiros graduados em Cuba ao longo dos últimos anos. Segundo os participantes, a experiência de formação ocorreu em um sistema educacional estruturado em torno do acesso universal à saúde e da preparação de profissionais voltados ao atendimento de populações excluídas dos serviços médicos.
Os médicos descrevem Cuba como um país submetido há décadas a medidas coercitivas impostas pelo governo estadunidense. Nos relatos, o bloqueio é apontado como um mecanismo que restringe a aquisição de tecnologias, medicamentos, equipamentos, suprimentos hospitalares e alimentos, além de criar obstáculos às relações comerciais e financeiras entre Cuba, governos estrangeiros e empresas privadas.
“O bloqueio mais longo da história da humanidade”, afirmam os participantes do vídeo ao caracterizar a política mantida por sucessivas administrações estadunidenses contra a ilha. A medida, iniciada no contexto da Guerra Fria e mantida por diferentes governos em Washington, continua sendo rejeitada de forma recorrente pela maioria dos países membros da Organização das Nações Unidas em votações realizadas na Assembleia Geral.
Os depoimentos destacam que, apesar das restrições econômicas, Cuba mantém programas de cooperação internacional na área da saúde. Os profissionais recordam o envio de médicos, enfermeiros e equipes de assistência para países atingidos por epidemias, desastres naturais e emergências sanitárias, incluindo operações desenvolvidas na América Latina, África, Caribe e outras regiões.
“Cuba continua sendo um exemplo de solidariedade para o mundo”, declaram os participantes, ao mencionar a atuação das brigadas médicas cubanas em diferentes países. As missões internacionais de saúde tornaram-se um dos elementos centrais da política externa da Revolução Cubana desde a década de 1960, período em que Havana passou a enviar profissionais para atender populações afetadas por crises sanitárias e pela escassez de serviços médicos.
Os médicos brasileiros também associam sua formação acadêmica a valores desenvolvidos durante os anos de estudo na ilha. Os relatos mencionam a defesa do atendimento médico universal, a prestação de serviços sem discriminação social e a organização de sistemas de saúde orientados pela cobertura integral da população.
Nos depoimentos, os profissionais afirmam que a experiência em Cuba contribuiu para uma compreensão da medicina vinculada ao acesso público à saúde e à redução de desigualdades sociais. As declarações relacionam a formação recebida ao princípio de que o atendimento médico deve ser garantido independentemente da condição econômica dos pacientes.
A gravação termina com uma mensagem compartilhada pelos participantes: “Cuba resiste, Cuba ensina e Cuba salva vidas”.
Fonte: Prensa Latina, 14 de junho de 2026.












































