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Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado deflagram operação em 14 estados

A Operação Força Integrada III foi deflagrada nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, com ações simultâneas de 19 Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em 16 estados brasileiros. A ofensiva cumpre 181 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário. As investigações envolvem suspeitas de atuação de organizações criminosas, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e outros crimes.


Polícia Federal I ARQUIVO
Polícia Federal I ARQUIVO

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a operação reúne unidades das FICCOs espalhadas pelo país para executar ordens judiciais relacionadas a diferentes investigações estaduais e interestaduais. As forças integradas são compostas pela Polícia Federal e por órgãos estaduais e federais de segurança, conforme a estrutura de cada unidade da Federação.


As FICCOs têm como objetivo concentrar ações de inteligência e repressão contra grupos criminosos por meio da cooperação entre instituições como Polícias Civil, Militar e Penal, Polícia Rodoviária Federal, Secretarias de Segurança Pública, Guardas Municipais e a Secretaria Nacional de Políticas Penais.


A operação reúne investigações conduzidas em estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. No Amapá, a FICCO de Macapá deflagrou a Operação Zip Lock, com cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Amapá e no Pará, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça. A investigação apura tráfico de drogas e atuação de organização criminosa.


No Acre, a segunda fase da Operação Ruptura cumpriu um mandado de busca e apreensão em Rio Branco, em investigação relacionada a organização criminosa e tráfico de drogas. No Amazonas, a Operação Torre 8 realizou dois mandados de busca e apreensão em Manaus para apurar tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.


No Ceará, a Operação Conexão Amazônia cumpriu 16 mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará, Pernambuco, Pará e Amazonas. A investigação também envolve medidas de sequestro de bens e bloqueio patrimonial relacionadas ao tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.


Em Goiás, Mato Grosso e São Paulo, a Operação Blend cumpriu sete mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participação no fornecimento e distribuição de insumos químicos utilizados na adulteração de entorpecentes.


No Maranhão, a Operação Thálassa resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão em investigação sobre organização criminosa. Em Mato Grosso do Sul, a Operação Mandamus cumpriu três mandados de prisão preventiva em Campo Grande, em apuração sobre tráfico de drogas e atuação criminosa organizada.


Em Minas Gerais, a FICCO de Belo Horizonte executou a Operação Borak, com dez mandados de prisão e 17 mandados de busca e apreensão na capital mineira. A investigação apura organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, homicídios e posse ou porte ilegal de arma de fogo. A Justiça também determinou a retirada de câmeras de vigilância instaladas irregularmente em vias públicas.


Ainda em Minas Gerais, a FICCO de Uberaba realizou a Operação Conexão, com dois mandados de prisão e três de busca e apreensão nas cidades de Uberaba e Uberlândia. A investigação apura organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas.


No Pará, a Operação Coalizão – COP VIII cumpriu 32 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em investigação sobre organização criminosa.


Na Paraíba, a Operação Consigliere realizou 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva na Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A investigação envolve organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de capitais.


Em Pernambuco, a Operação Non Maneat cumpriu um mandado de busca e apreensão no município de Bezerros, em investigação sobre organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e armas.


No Piauí, a Operação Contenção cumpriu três mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária nos municípios de Luís Correia e Parnaíba. A investigação apura organização criminosa, tráfico de drogas e homicídios.


No Rio Grande do Norte, a Operação Matriarca cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em Natal, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens em investigação sobre organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.


Em Sergipe, a Operação Sinal Proibido cumpriu um mandado de busca e apreensão no município de Areia Branca, com objetivo de investigar uma organização criminosa vinculada ao tráfico de drogas dentro do sistema prisional estadual.


Também no Rio Grande do Norte, a FICCO de Mossoró realizou a Operação Busting, com 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel, em investigação sobre organização criminosa.


No estado de São Paulo, a FICCO de Santos deflagrou a Operação Desatrela, com sete mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. A investigação apura associação criminosa envolvida em roubos de cargas e caminhões, além de medidas de sequestro de bens e valores.


A FICCO de Campinas realizou a Operação Argenti Lardum, com dez mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Paraná. Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens em investigação sobre organização criminosa relacionada a furtos, roubos e receptação de cargas.


Na Bahia, a FICCO de Ilhéus executou a Operação Rebojo, com um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e uma medida de busca e apreensão envolvendo adolescente no município de Ubaitaba. A investigação apura atuação de organização criminosa.


Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as investigações continuam para apuração dos fatos e identificação de outros possíveis envolvidos.


As FICCOs estão presentes em todas as unidades da Federação e no Distrito Federal, sendo coordenadas pela Polícia Federal e integradas por órgãos de segurança pública conforme a composição definida em cada estado.

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