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Organização de direitos humanos da ONU exige a libertação de dr. Hussam Abu Safia

Um grupo de especialistas das Nações Unidas afirmou que a vida do médico palestino Hussam Abu Safia está em risco e pediu sua libertação imediata da prisão israelense. O órgão concluiu que sua detenção viola normas do direito internacional de direitos humanos e apontou indícios de arbitrariedade no caso. Familiares e o advogado do médico afirmam que ele apresenta sinais de tortura e que seu estado de saúde se deteriora durante a custódia.


LIBERTE O DR. HUSSAM ABU SAFIYA!
LIBERTE O DR. HUSSAM ABU SAFIYA!

O Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Detenção Arbitrária divulgou em 6 de julho um parecer no qual conclui que a prisão de Hussam Abu Safia viola dispositivos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. O organismo afirmou que a medida adequada seria sua libertação imediata, acompanhada do direito à reparação e à compensação previstas pelo direito internacional.


No documento, os especialistas também indicam que o caso pode não ser isolado. O grupo declarou que a situação de Abu Safia integra um conjunto de investigações que "pode indicar uma prática generalizada ou sistemática de detenção arbitrária no país".


O advogado do médico, Nasser Odeh, declarou que a condição física de seu cliente inspira preocupação. Segundo ele, Abu Safia é submetido diariamente a abusos durante o período de detenção, situação que coloca sua vida em risco.


Familiares e organizações de direitos humanos também afirmam que o médico apresenta sinais compatíveis com tortura e maus-tratos sofridos ao longo do período em que permanece preso. As denúncias foram reiteradas após sua participação, por videoconferência, em uma audiência realizada pela Suprema Corte de Israel em Jerusalém, em 10 de junho de 2026.


O Serviço Prisional de Israel não respondeu ao pedido de comentários sobre as novas acusações. Em manifestações anteriores, a administração penitenciária israelense rejeitou as alegações de que Abu Safia e outros profissionais de saúde palestinos tenham sido submetidos a maus-tratos durante a detenção. A Suprema Corte de Israel também não se pronunciou sobre os pedidos apresentados para sua libertação.


Hussam Abu Safia dirigia o Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, quando foi detido por forças israelenses em dezembro de 2024. Na operação, outros profissionais da saúde e pacientes também foram levados sob custódia. Desde então, o médico permanece preso sem acusação formal.


Pediatra de formação, Abu Safia tornou-se conhecido por denunciar o colapso do sistema de saúde em Gaza durante a ofensiva militar israelense iniciada em 2023. Mesmo após a morte de um de seus filhos em um ataque com drone, permaneceu atuando no atendimento aos pacientes do Hospital Kamal Adwan até sua detenção, conforme relataram a Al Jazeera e a Reuters.

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