Parlamentares do PT denunciam reais intenções de Flávio Bolsonaro nos EUA
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O Partido dos Trabalhadores criticou nesta terça-feira (7) a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência pública realizada nos Estados Unidos. Parlamentares da legenda afirmaram que o senador atuou contra os interesses do Brasil durante discussões envolvendo tarifas comerciais e sanções ao país. As declarações foram publicadas pela Rede PT de Comunicação e em manifestações nas redes sociais de deputados federais.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou que a atuação de Flávio Bolsonaro representa continuidade da estratégia política adotada pelo grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação na plataforma X, o deputado declarou que o senador "não foi defender empregos, empresas, agricultores, trabalhadores nem a soberania brasileira".
Segundo Uczai, Flávio Bolsonaro participou de uma agenda voltada ao debate sobre medidas que incluem tarifas sobre produtos brasileiros, sanções baseadas na Lei Magnitsky, questionamentos ao sistema Pix, pressão relacionada aos chamados minerais críticos e propostas envolvendo uma equipe de transição. "É o bolsonarismo tentando entregar no exterior aquilo que não venceu nas urnas", escreveu o parlamentar.
O deputado também criticou a frequência do senador nas atividades legislativas do Senado Federal. De acordo com os números apresentados por Uczai, Flávio Bolsonaro compareceu a uma das 29 audiências da Comissão de Direitos Humanos, participou de uma das duas audiências da Comissão de Constituição e Justiça, esteve ausente da audiência da Comissão de Segurança Pública, não participou das duas audiências da Comissão de Transparência e não compareceu a nenhuma das cinco sessões de debates temáticos realizadas no plenário.
As críticas ocorreram em meio às negociações entre o governo brasileiro e os Estados Unidos sobre medidas tarifárias anunciadas por Washington desde meados de 2025. Segundo a Rede PT de Comunicação, as tratativas diplomáticas foram intensificadas ao longo de junho e julho de 2026.
Durante esse período, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio Bolsonaro, defendeu junto a autoridades dos Estados Unidos a adoção de tarifas sobre exportações brasileiras e sanções contra autoridades do Brasil. Conforme o texto da Rede PT, parte dessas medidas chegou a ser implementada.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também criticou a atuação do senador. Em publicação na plataforma X, afirmou que Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos para interferir nas negociações sobre as tarifas comerciais. "Flávio foi aos EUA para atrapalhar as negociações sobre o tarifaço. Eles lutaram pelas tarifas para tentar intimidar o Brasil, impedir que seu pai fosse julgado e preso", escreveu o parlamentar.
Na mesma publicação, Lindbergh classificou o senador como "traidor" e concluiu: "Só tem um jeito da gente se proteger dessa turma, é derrotando eles em outubro!".
Durante a audiência realizada em Washington, Flávio Bolsonaro declarou, em inglês, que aquele seria o "pior momento possível" para a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
O deputado federal Bohn Gass (PT-RS) respondeu às declarações afirmando que empresas estadunidenses também manifestaram preocupação com os impactos econômicos da medida. Segundo o parlamentar, grandes companhias dos Estados Unidos alertaram o presidente Donald Trump de que novas tarifas sobre produtos brasileiros poderiam provocar aumento de preços para consumidores estadunidenses. Em publicação nas redes sociais, Bohn Gass acrescentou que, em sua avaliação, integrantes do bolsonarismo buscam atribuir ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade pela crise comercial entre os dois países.












































