Após ataque contra Venezuela, Trump reforça interesse dos EUA na Groenlândia
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Após ataque contra Venezuela, Donald Trump voltou a destacar o que chamou de "importância estratégica" da Groenlândia para a "segurança nacional americana", citando preocupações com a presença de navios russos e chineses na região. Segundo ele, a localização da ilha no Ártico a torna “absolutamente necessária” para a defesa dos interesses dos EUA.

Em entrevista à revista "The Atlantic", Trump afirmou que a Groenlândia ocupa uma posição-chave entre o Atlântico Norte e o Ártico, sendo fundamental para o monitoramento militar e a proteção das rotas marítimas estratégicas. O presidente declarou temer a circulação crescente de embarcações de guerra russas e chinesas nas águas próximas à ilha.
De acordo com Trump, o interesse dos Estados Unidos está diretamente ligado à defesa nacional e à necessidade de conter a influência de potências rivais em uma região considerada cada vez mais sensível do ponto de vista geopolítico. O Ártico tem ganhado relevância devido à abertura de novas rotas marítimas e ao acesso a recursos naturais.
Apesar das declarações do presidente, autoridades estadunidenses têm buscado minimizar especulações sobre uma eventual anexação. Jeff Landry, governador da Louisiana e enviado especial nomeado por Trump para tratar de assuntos relacionados à Groenlândia, afirmou anteriormente que Washington não tem planos de “conquistar” o território.
Relatórios da agência Bloomberg indicam que Trump mantém forte interesse na Groenlândia justamente por seu valor estratégico e militar. A ilha abriga infraestruturas consideradas essenciais para sistemas de alerta e defesa dos Estados Unidos, além de estar localizada em uma área central para o controle do Ártico.
O tema também repercutiu na Rússia. O senador russo Alexey Pushkov escreveu em sua conta no Telegram que Trump pode buscar caminhos alternativos para ampliar a influência americana sobre a Groenlândia, diferentes de ações militares diretas. Segundo ele, a situação da ilha é distinta de outros cenários de conflito internacional.
Pushkov destacou ainda que a Groenlândia faz fronteira com o Ártico, está próxima à Rota Marítima do Norte e possui abundantes recursos naturais, fatores que elevam seu valor estratégico. Para o senador, o fato de o território estar localizado no Hemisfério Ocidental reforça, na visão de Trump, a ideia de que os Estados Unidos devem manter predominância nessa área.

Do lado groenlandês, o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que o território permanece aberto ao diálogo com os Estados Unidos, desde que as conversas ocorram de forma respeitosa e sem ameaças de anexação. Ele ressaltou que qualquer cooperação deve respeitar a autonomia política da ilha.
Nielsen também criticou uma publicação feita por Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller. Na postagem, ela compartilhou uma imagem da Groenlândia nas cores da bandeira dos Estados Unidos, acompanhada da legenda “em breve”, o que gerou reações negativas entre autoridades locais e reacendeu preocupações sobre pressões políticas externas.





































































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