A Grande Marcha do Retorno: a resistência palestina diante da repressão israelense
- Lucas Siqueira

- 22 de nov. de 2023
- 1 min de leitura
A Grande Marcha do Retorno, foi uma manifestação popular programada para ocorrer todas às sextas-feiras, de 30 de março até o dia 15 de maio. Organizada por acadêmicos da Universidade de Gaza, as manifestações iniciavam uma nova tendência, adotada tanto pela sociedade civil como pelos grupos armados de resistência. A estratégia seguia as mesmas características de desobediência civil e não violência da Marcha do Sal na Índia (1930), e combatia o mesmo sistema de Apartheid que sul-africanos defrontaram no Levante de Soweto (1976).
Mesmo adotando a estratégia de manifestação pacífica e desobediência-civil, o Estado de Israel respondeu com tática de sempre. Declarando a fronteira como zona militar fechada, o Primeiro-ministro e o Ministro da Defesa enviaram soldados de infantaria, franco-atiradores, blindados, helicópteros e tanques de guerra para revogar a liberdade de expressão dos palestinos e a licitude de sua manifestação.
O uso de munição letal e não-letal contra manifestantes do outro lado da Linha verde, alcançou níveis alarmantes já na primeira semana, resultando em 15 vítimas fatais, incluindo dois homens atingidos por um disparo de tanque. Naquela primeira sexta-feira, mais de 1.400 pessoas ficaram feridas, sendo que 800 delas foram atingidas por disparos de munição letal.
A resposta conjunta do Executivo, Legislativo e Judiciário de Israel foi extremamente brutal ao longo do curso de cada dia de manifestação, resultando em mais mortos e feridos.





















































