top of page

Trump apresenta plano de “nova Gaza” com megaprojeto urbano

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou um plano de “reconstrução” para a Faixa de Gaza baseado em um grande projeto de desenvolvimento urbano, com arranha-céus, áreas turísticas e novos centros industriais. A proposta foi exposta no Fórum Econômico Mundial, em Davos, por Jared Kushner, e prevê investimentos bilionários, mas não detalha prazos nem fontes de financiamento.


Gaza
Gaza

O anúncio foi feito na quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em meio à continuidade da crise humanitária em Gaza e aos desdobramentos da guerra entre Israel e o Hamas. De acordo com a proposta divulgada, a ideia é criar uma “nova Gaza” voltada a empreendimentos imobiliários e infraestrutura moderna em áreas atualmente destruídas por bombardeios e operações militares.


A apresentação ficou a cargo de Jared Kushner, empresário e genro de Trump, que exibiu imagens e projeções do projeto. Os materiais mostraram uma extensa faixa de prédios residenciais e hoteleiros à beira do Mediterrâneo, além da criação de novas cidades sobre regiões afetadas pela destruição acumulada ao longo do genocídio.

O próprio Trump comentou a localização costeira do território, destacando o potencial turístico da área. Segundo ele, Gaza teria uma posição geográfica estratégica e um litoral que poderia ser aproveitado como base para um projeto de desenvolvimento.


Pelos slides exibidos, o plano prevê uma zona turística ao longo de aproximadamente 40 quilômetros de costa, com cerca de 180 arranha-céus voltados para moradia e hotelaria. A proposta também inclui a construção de um porto e prevê ocupação urbana intensa em áreas que hoje estão em ruínas, sem indicação de consulta direta à população local.


Faixa de Gaza, 2024. @mahmoudhamda
Faixa de Gaza, 2024. @mahmoudhamda

Além da região litorânea, o interior da Faixa de Gaza seria reorganizado em setores residenciais, parques, espaços esportivos e áreas voltadas a atividade econômica. O plano menciona ainda complexos industriais, centros de dados e logística, além da previsão de um aeroporto próximo à fronteira com o Egito.


Kushner afirmou que o projeto exigiria pelo menos US$ 25 bilhões em investimentos e reconheceu que a iniciativa ainda não foi formalmente lançada. Segundo a proposta, Rafah — uma das áreas mais atingidas pela destruição — seria a primeira cidade a receber a nova fase de obras, com previsão de mais de 100 mil unidades habitacionais, além de estruturas educacionais, culturais e de atendimento médico.


Durante a apresentação, Kushner disse que não existe “plano B” e condicionou o início da reconstrução ao desarmamento completo do Hamas. Com isso, a proposta passa a depender diretamente do avanço de negociações políticas e militares ainda em andamento, o que pode prolongar a indefinição sobre a viabilidade do projeto.

Apesar do anúncio e do detalhamento visual, o plano não trouxe datas concretas, cronograma de execução nem informações claras sobre investidores interessados. Paralelamente, ataques e confrontos continuam sendo registrados no território, o que amplia as dúvidas sobre a possibilidade de implementação no curto prazo e mantém o cenário de instabilidade no centro do debate internacional.

  • Instagram
  • Youtube
  • Pinterest
  • bluesky-logo-black-7990_00000
  • Whatsapp
  • Facebook
  • Telegram

ADQUIRA UMA DAS VERSÕES DA EDITORA CLANDESTINO.

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

bottom of page