Irã afirma monitorar movimentações militares dos EUA no Oriente Médio
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O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira (26) que suas Forças Armadas estão acompanhando de perto todas as movimentações militares dos Estados Unidos na região e adotando medidas para reforçar suas defesas. A declaração ocorre após o presidente Donald Trump anunciar o envio de uma grande frota naval americana para áreas estratégicas do Oriente Médio.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que o país mantém vigilância constante sobre as ações militares dos Estados Unidos e que ajustes defensivos estão sendo implementados de forma contínua. Segundo ele, a presença ampliada de navios americanos não altera a postura iraniana em relação à proteção de sua soberania.
Durante uma coletiva de imprensa semanal em Teerã, Baghaei afirmou que “o deslocamento de qualquer embarcação para a região não reduzirá a determinação do Irã nem seu compromisso com a defesa da integridade territorial”. Ele acrescentou que as Forças Armadas iranianas acompanham “meticulosamente” todos os movimentos militares estrangeiros e atuam de maneira imediata para fortalecer suas capacidades defensivas.
A manifestação ocorreu após declarações públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas em 23 de janeiro, nas quais confirmou que Washington está monitorando o Irã de forma intensificada. Na ocasião, Trump afirmou que uma “grande flotilha” estava a caminho da região, reforçando a presença naval americana em meio ao aumento das tensões.
Autoridades iranianas interpretam o envio de meios navais como parte de uma estratégia de pressão militar e política. Em resposta, Teerã reafirma que considera a defesa nacional e a preservação da soberania como prioridades inegociáveis, independentemente da escala das forças estrangeiras posicionadas nas proximidades.
Baghaei também ressaltou que o Irã não vê a ampliação da presença militar dos EUA como fator de dissuasão eficaz. Segundo ele, o país mantém capacidade suficiente para responder a qualquer ameaça e continuará adotando medidas consideradas necessárias para garantir sua segurança e o que chamou de “dignidade nacional”.































































