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Mortes em operações do ICE provocam reação de artistas de Hollywood

As mortes de dois cidadãos norte-americanos durante ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis provocaram forte repercussão nos Estados Unidos e levaram artistas de Hollywood a criticar publicamente a condução das políticas migratórias do governo do presidente Donald Trump.


Janeiro de 2026. Minneapolis, Minnesota _nytimes
Janeiro de 2026. Minneapolis, Minnesota _nytimes

A morte do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, baleado por agentes federais em Minneapolis no dia 24 de janeiro, reacendeu o debate nacional sobre o uso da força em operações de imigração. O caso ocorre semanas após a morte de Renee Nicole Good, em 7 de janeiro, também durante uma ação atribuída a um agente do ICE, intensificando a tensão social no estado de Minnesota.


As duas ocorrências motivaram protestos em massa, pedidos de apuração federal e manifestações públicas de personalidades do cinema e da televisão. Em programas de grande audiência e eventos culturais, artistas questionaram a versão oficial apresentada pelas autoridades e pediram responsabilização dos envolvidos.


Durante o programa “The View”, a atriz e apresentadora Whoopi Goldberg classificou o episódio envolvendo Pretti como um homicídio e afirmou que imagens divulgadas contradizem a narrativa inicial do governo. Goldberg também defendeu a abertura de investigações independentes e criticou a condução do caso pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).


No Festival de Cinema de Sundance, a atriz Natalie Portman afirmou que as operações federais de imigração têm causado impacto humano significativo e descreveu as ações recentes como excessivas. Portman compareceu ao evento usando um broche com a frase “ICE Out” e declarou que a situação dificulta a separação entre arte e realidade social no país.


A atriz Jenna Ortega, também presente em Sundance, destacou a mobilização da sociedade civil diante dos episódios em Minneapolis. Segundo ela, a divulgação de vídeos gravados por testemunhas levanta questionamentos sobre a falta de punições efetivas aos agentes envolvidos e fortalece a organização de respostas comunitárias.


O Departamento de Segurança Interna informou que Pretti estaria armado no momento da abordagem. No entanto, gravações divulgadas nas redes sociais, feitas de diferentes ângulos, confirmam de forma conclusiva exatamente o oposto.


Apresentadoras do programa “The View”, como Ana Navarro e Sara Haines, também questionaram a conduta da agência, apontando preocupações sobre o treinamento, a cultura interna e a mensagem transmitida aos agentes em campo. As declarações foram feitas com base em relatos públicos e documentos já divulgados.


As mortes em Minneapolis intensificaram a pressão sobre o Congresso para revisar o orçamento do Departamento de Segurança Interna e avaliar mecanismos de supervisão do ICE. Parlamentares de diferentes correntes políticas defendem esclarecimentos completos sobre os episódios e analisam propostas para reforçar controles sobre operações federais de imigração.


Organizações da sociedade civil afirmam que os casos refletem um momento de inflexão no debate migratório dos Estados Unidos. Para esses grupos, o desfecho das investigações poderá influenciar tanto a política de imigração quanto a confiança pública nas agências federais responsáveis por sua execução.

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