Líder do Ansar allah saúda vitória iraniana e declara derrota de Israel como triunfo de toda a nação islâmica
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- 26 de jun. de 2025
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O líder do movimento iemenita Ansar Allah, Abdul Malik al-Houthi, celebrou nesta quinta-feira (26) a recente vitória do Irã frente à ofensiva militar israelense, afirmando que a derrota de Tel Aviv representa uma conquista de toda a nação islâmica. Em um discurso televisionado, Al-Houthi parabenizou o povo iraniano e expressou apoio total à resistência contra o que chamou de “agressão sionista e ocidental”.
"Parabenizo toda a nação islâmica pela justa e gloriosa vitória do Irã", declarou. Para ele, a resposta militar do Irã não apenas impôs limites ao expansionismo israelense, como também frustrou os planos dos Estados Unidos e seus aliados ocidentais, incluindo Reino Unido, França e Alemanha.

O líder iemenita criticou duramente os esforços de Washington e Tel Aviv para enfraquecer a República Islâmica, revelando que os preparativos para a ofensiva contra o Irã vinham sendo feitos há mais de um ano. Segundo ele, o objetivo do “eixo ocidental” seria forçar a rendição incondicional de Teerã e alterar o equilíbrio de poder na Ásia Ocidental.
“A agressão falhou em todos os seus objetivos. O Irã não se curvou, nem será subjugado”, enfatizou Al-Houthi. Ele ainda comparou o cenário vivido por civis israelenses durante os ataques iranianos ao sofrimento cotidiano enfrentado pela população palestina na Faixa de Gaza. “Pela primeira vez, os sionistas sentiram o que é viver sob bombardeios, escondidos, aterrorizados”, afirmou.
O líder do Ansar Allah também condenou a postura da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), que, segundo ele, limitou-se a uma nota protocolar diante de um ataque tão grave. “O que falta à nossa ummah não são palavras, mas ações concretas e solidariedade real — como no caso da Palestina”, acrescentou.
Ao encerrar seu pronunciamento, Al-Houthi descreveu a resistência iraniana como uma “vitória divina” e um “sinal de que a arrogância das potências ocidentais pode ser derrotada quando há fé, coragem e unidade”.
O conflito, que teve início em 13 de junho com ataques israelenses a instalações nucleares e militares iranianas, terminou após 12 dias de confrontos intensos. O cessar-fogo foi imposto por Teerã depois de uma série de contra-ataques com mísseis que atingiram alvos estratégicos em território israelense e bases dos EUA no Golfo Pérsico. As Forças Armadas iranianas anunciaram que permanecem em estado de alerta, com “o dedo no gatilho”.





















































