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Economia de Israel entra em colapso sob impacto da guerra com o Irã e tensões regionais

A economia israelense enfrenta crescente instabilidade diante da escalada militar com o Irã e conflitos simultâneos em outras frentes. Com voos suspensos, setores produtivos paralisados e gastos militares em alta histórica, analistas alertam para os riscos de colapso financeiro e social a médio e longo prazo.



De acordo com um relatório da emissora alemã Deutsche Welle, o Estado israelense lida atualmente com sérios abalos em sua infraestrutura econômica, pressionada por múltiplas frentes de combate e uma mobilização militar massiva. O impacto mais visível é o aumento drástico do orçamento de defesa, que subiu 65% em 2024, alcançando US$ 46 bilhões — o equivalente a 8,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Com isso, Israel passou a ocupar a segunda posição global em proporção de gastos militares, atrás apenas da Ucrânia.


A proposta orçamentária para 2025 confirma a tendência, com uma previsão de gastos de US$ 215 bilhões, dos quais US$ 38 bilhões serão destinados ao setor de defesa. Para equilibrar as contas, o governo aumentou o imposto sobre valor agregado (IVA) de 17% para 18% e elevou tarifas sobre serviços básicos, como saúde, o que gerou revolta entre parte da população.


“A guerra custa caro, e a incerteza quanto ao futuro econômico é enorme”, afirmou o economista Itay Eter, da Universidade de Tel Aviv, à DW. Ele destacou que os custos com mobilização de tropas, compra de equipamentos e manutenção de operações ofensivas e defensivas representam um peso insustentável para as contas públicas. “O impacto sobre o déficit fiscal, o PIB e a dívida pública será profundo.”


A situação se agravou ainda mais após o ataque israelense ao Irã na última sexta-feira, que intensificou a retaliação militar e afetou diretamente a atividade econômica. Setores como indústria, comércio, tecnologia e educação sofreram paralisações severas, enquanto dezenas de milhares de reservistas deixaram seus empregos civis para atuar no front. Além disso, Israel suspendeu as permissões de trabalho para palestinos, o que agravou a escassez de mão de obra em diversos segmentos.


O setor aéreo também foi duramente atingido. Diversas companhias internacionais suspenderam seus voos de e para Israel, e parte das aeronaves foi retirada dos aeroportos israelenses. O fechamento de porções do espaço aéreo do Oriente Médio contribuiu para o isolamento logístico do país.


Serviços públicos como saúde, assistência social e educação estão operando sob forte estresse. “Muitas pessoas não retornaram ao trabalho desde os bombardeios mais recentes”, disse Eter. “E os serviços sociais estão claramente cedendo diante da pressão.”


O economista também alertou para os riscos políticos e sociais internos. “Israel enfrenta um desafio de segurança de longo prazo, mas também carrega divisões internas profundas que não podem mais ser ignoradas.”


Especialistas temem que, caso a guerra com o Irã se prolongue, os danos à economia israelense sejam irreversíveis. “Se esse conflito se estender por meses, a recuperação econômica será extremamente difícil, senão impossível”, concluiu Eter.

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