top of page

Analista iraquiano: entrada dos EUA na guerra levará resistência a atacar bases estadunidenses na região

A possibilidade de envolvimento direto dos Estados Unidos na guerra entre Irã e Israel pode desencadear uma reação severa da Resistência Islâmica no Iraque e em outros países da região. O alerta foi feito pelo analista político iraquiano Ibrahim al-Sarraj, em declaração publicada nesta quarta-feira (18) pela agência Al-Ma’aluma e repercutida pela IRNA.


Segundo al-Sarraj, caso Washington decida participar ativamente do conflito, suas forças armadas e bases militares no Oriente Médio se tornarão alvos diretos. “Os Estados Unidos mantêm mais de 50 mil soldados distribuídos por diversas bases na região, incluindo Ain al-Asad e Harir, no Iraque, al-Udeid, no Catar, e uma base naval no Bahrein, que oferece apoio ao regime sionista”, explicou.


Al-Sarraj também destacou que há resistência interna nos Estados Unidos à participação em uma nova guerra. “No Congresso, existem vozes contrárias a uma entrada direta do presidente Donald Trump no conflito com o Irã. Muitos senadores têm apelado para que essa escalada seja evitada”, disse.


Apesar disso, al-Sarraj afirmou que os grupos de resistência não permanecerão passivos diante de uma agressão dos EUA ao Irã. “Ainda que a retirada das tropas americanas do Iraque esteja sendo discutida com o primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani, qualquer envolvimento direto dos EUA na guerra será visto como um sinal verde para ações da resistência contra suas bases, tanto no Iraque quanto em outros países da região”, acrescentou.


Ele também ressaltou que os grupos de resistência locais possuem ampla experiência em combates contra as forças estadunidenses, o que representa uma ameaça real às tropas e infraestruturas militares dos EUA.


Em linha com essa posição, o grupo iraquiano Kataib Hezbollah divulgou recentemente um comunicado reafirmando seu apoio ao Irã. O grupo declarou que a República Islâmica possui meios suficientes para enfrentar Israel sem necessidade de auxílio externo. “O Irã é capaz de humilhar Netanyahu e conter a agressão desse regime usurpador”, afirmou a nota.


O grupo também alertou que está monitorando atentamente os movimentos militares dos EUA na região e prometeu atacar seus interesses caso Washington opte por intervir diretamente no conflito. Além disso, pediu ao governo iraquiano o fechamento imediato da embaixada americana em Bagdá e a expulsão das tropas dos EUA do território nacional.


O clima de tensão crescente entre Teerã e Tel Aviv, e a possibilidade de ampliação do conflito, colocam o Oriente Médio em um estado de alerta, com múltiplos atores regionais se preparando para cenários de confronto direto.

Tags:

 
 
  • Instagram
  • Youtube
  • Pinterest
  • bluesky-logo-black-7990_00000
  • Whatsapp
  • Facebook
  • Telegram

ADQUIRA UMA DAS VERSÕES DA EDITORA CLANDESTINO.

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

bottom of page