Hamas aceita libertar 10 prisioneiros e insiste em cessar-fogo duradouro
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- 10 de jul. de 2025
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O movimento de resistência palestino Hamas afirmou nesta quarta-feira (9) que aceitou libertar 10 prisioneiros israelenses como parte de um possível acordo de cessar-fogo com Israel. A proposta foi anunciada em comunicado divulgado pelo jornal Palestina, vinculado ao grupo.

Na nota, o Hamas declarou ter demonstrado "flexibilidade necessária" nas negociações, mas destacou que questões centrais ainda estão em debate. Entre elas, o grupo cita o fluxo de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, a retirada completa das forças israelenses do território e garantias internacionais para um cessar-fogo permanente.
Os líderes do Hamas afirmaram estar empenhados em negociações indiretas com Israel, conduzidas com apoio de mediadores internacionais, e garantiram que seguirão envolvidos com “espírito positivo” para superar os impasses. Segundo o comunicado, o objetivo central é pôr fim aos ataques israelenses e garantir condições dignas de vida para os palestinos sob cerco.
“A resistência continua firme, Gaza não se renderá. O sofrimento do nosso povo precisa acabar, e lutaremos por liberdade, segurança e dignidade”, afirmou um dos porta-vozes do grupo.
O anúncio surge em meio a pressões internacionais por uma trégua. Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos para a Ásia Ocidental, disse na terça-feira acreditar na possibilidade de um cessar-fogo de 60 dias ser alcançado ainda esta semana. A proposta prevê a entrega de 10 reféns vivos e os corpos de outros nove por parte do Hamas, mas ignora medidas concretas em relação à situação humanitária na Faixa de Gaza, devastada por quase dois anos de bombardeios.
O histórico das negociações, no entanto, é instável. Um cessar-fogo anterior, firmado em janeiro, foi rompido em março após a retomada — e intensificação — das ofensivas israelenses. Fontes israelenses indicam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem resistido a acordos duradouros, priorizando a continuidade do conflito como estratégia política para manter-se no poder. O próprio ex-chefe do Shin Bet, Ronen Bar, teria admitido que o prolongamento da guerra favorece o atual governo.
Enquanto isso, o Hamas reitera que a libertação dos reféns não será condicionada à rendição de Gaza, mas à conquista de garantias reais para o povo palestino.





















































