Ex-analista da CIA adverte que uma intervenção de Trump contra o Irã seria um grave erro estratégico
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- 18 de jun. de 2025
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Um ex-analista da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Larry Johnson, afirmou nesta terça-feira (18) à agência russa Sputnik que não é possível estimar com precisão a quantidade de mísseis em posse do Irã. Segundo ele, setores ultraconservadores dos Estados Unidos estariam tentando convencer o presidente Donald Trump de que o arsenal iraniano está perto do esgotamento, numa tentativa de justificar uma ofensiva militar.

De acordo com a agência iraniana IRNA, Johnson afirmou que conselheiros próximos a Trump estariam fornecendo informações imprecisas ou manipuladas com o objetivo de pressioná-lo a adotar uma postura agressiva contra Teerã, em benefício dos interesses israelenses.
O ex-analista citou nomes como o do senador republicano Lindsey Graham, que tem alegado publicamente que o Irã estaria prestes a ficar sem mísseis. No entanto, segundo Johnson, tais declarações carecem de respaldo técnico e não são sustentadas por dados de inteligência, como imagens de satélite ou registros de radar.
O cenário tem gerado preocupação entre autoridades dos EUA. Avaliações internas indicam que uma adesão dos EUA a uma ofensiva militar coordenada com Israel poderia desencadear uma forte resposta do Irã e de grupos aliados na região, comprometendo a segurança de bases e navios estadunidenses no Oriente Médio.
Em matéria recente, o New York Times ressaltou esses temores, destacando que uma ação militar conjunta com Tel Aviv aumentaria significativamente a probabilidade de ataques retaliatórios por parte do Eixo da Resistência.
O jornal também revelou que os Estados Unidos transferiram recentemente dezenas de aviões-tanque para bases na Europa, com a intenção de manter aeronaves de combate operacionais e prontas para possíveis ações contra o Irã.
Ainda segundo o New York Times, a pressão contínua do governo israelense sobre a Casa Branca tem provocado divisões entre os altos escalões da administração Trump. Enquanto parte do governo defende uma linha mais cautelosa, outros setores consideram inevitável um confronto direto. No entanto, estimativas militares indicam que Israel não conseguiria atingir instalações nucleares subterrâneas, como a de Fordow, sem o uso de munições fornecidas pelos Estados Unidos, como bombas penetradoras de bunkers.
As tensões se intensificam em meio à crescente instabilidade no Oriente Médio e à possibilidade de uma guerra de proporções maiores.





















































