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Irã adverte países do Golfo sobre riscos de ceder território a ofensiva dos EUA

Autoridades iranianas enviaram, por intermédio do Catar, um recado direto às monarquias do Golfo Pérsico: caso permitam que seu território sirva de plataforma para uma eventual investida militar dos Estados Unidos contra a República Islâmica, passarão a ser considerados alvos legítimos de retaliação.



O alerta foi motivado pela escalada retórica do presidente Donald Trump, que nos últimos dias voltou a acusar Teerã de buscar armas nucleares e sinalizou, a pedido do primeiro‑ministro israelense Benjamin Netanyahu, a possibilidade de ações militares. Embora parte da equipe de conselheiros da Casa Branca se oponha a essa alternativa, Washington mantém ampla presença militar na região, com bases no Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia.


Em mensagem de vídeo divulgada na quarta‑feira (18), o líder da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que “o povo iraniano se posicionará firmemente diante de qualquer guerra imposta” e advertiu que “qualquer incursão militar dos EUA acarretará consequências irreversíveis”. Khamenei ressaltou que “quem conhece a história e a determinação do Irã não usa a linguagem das ameaças”.


Essa não é a primeira vez que Teerã promete reação proporcional. Em janeiro de 2020, após o assassinato do general Qassem Soleimani, o Irã atacou com mísseis a base aérea estadunidense de Ain al‑Assad, no Iraque, demonstrando capacidade de atingir instalações estratégicas na região.


Com a tensão renovada, o governo iraniano reforça que a estabilidade do Golfo Pérsico dependerá da recusa de seus vizinhos a se envolverem em qualquer ofensiva externa contra Teerã.


Fonte: PressTV

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