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Irã invade câmeras de segurança em Israel para aperfeiçoar ataques com mísseis, dizem especialistas

Autoridades e especialistas em segurança cibernética israelenses alertam para uma nova frente na guerra em curso entre Israel e Irã: a espionagem digital. De acordo com informações divulgadas pela agência Bloomberg, o Irã tem acessado câmeras de segurança privadas dentro do território israelense para coletar dados e ajustar a precisão de seus ataques com mísseis.


Noam Moskowitz I Flash90
Noam Moskowitz I Flash90

Refael Franco, ex-vice-diretor da Direção Nacional de Cibernética de Israel (INCD), afirmou que as tentativas iranianas de hackeamento se intensificaram nos últimos dias. “Sabemos que, nos últimos dois ou três dias, os iranianos tentaram acessar imagens de câmeras para avaliar onde seus mísseis caíram e refinar sua pontaria”, declarou Franco.


Um porta-voz da INCD confirmou que tais operações cibernéticas ocorreram durante os recentes conflitos e que as tentativas foram retomadas com força. Segundo Gaby Portnoy, atual dirigente do órgão, essa tática já havia sido empregada pelo Hamas antes da ofensiva de outubro de 2023, conhecida como Operação Tempestade de Al-Aqsa. Ele também comparou o uso da estratégia pelo Irã ao que a Rússia tem feito durante a guerra na Ucrânia.


Diante da crescente ameaça, um ex-funcionário da segurança digital de Israel recomendou, em uma transmissão de rádio no início da semana, que os cidadãos desligassem suas câmeras residenciais ou atualizassem imediatamente suas senhas.


A guerra cibernética tem se consolidado como uma das principais ferramentas de combate em conflitos modernos, sendo frequentemente utilizada tanto por Israel — conhecido por seus softwares de espionagem sofisticados — quanto por seus adversários. Recentemente, um grupo de hackers identificado como "Predatory Sparrow", associado a interesses israelenses, reivindicou ataques a alvos iranianos, incluindo a paralisação de um importante banco e a violação de uma corretora de criptomoedas, o que teria causado perdas estimadas em US$ 90 milhões.


Em contrapartida, Teerã acusou Israel de intensificar uma campanha de ataques cibernéticos em larga escala. Como medida defensiva, o Irã implementou um apagão nacional da internet. Segundo a agência estatal Tasnim, a interrupção temporária teria sido bem-sucedida ao impedir o controle remoto de drones internos por agentes supostamente ligados à inteligência israelense.


A crescente eficácia dos ataques iranianos tem preocupado as autoridades israelenses. Na sexta-feira, um míssil balístico disparado do Irã atingiu a área de Beersheba sem ser interceptado pelos sistemas de defesa aérea do país. Além disso, dados fornecidos por uma fonte israelense à NBC News apontam uma queda de 25% na taxa de sucesso das interceptações em apenas dois dias.


O governo israelense, por sua vez, tem reforçado o controle sobre a mídia, restringindo a transmissão de imagens dos locais atingidos por mísseis, sob o argumento de que tais registros estariam sendo monitorados pelo Irã para otimizar seus ataques.

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