Israel confiscou aproximadamente 200 acres de terras palestinas para construir 23 assentamentos nos últimos 6 meses
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- 8 de jul. de 2025
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A Autoridade Palestina denunciou nesta segunda-feira (7) que o regime israelense confiscou aproximadamente 200 acres de terras palestinas na Cisjordânia ocupada ao longo dos últimos seis meses. A denúncia foi feita pela Comissão Palestina de Resistência ao Muro e aos Assentamentos, que classificou a medida como parte de uma política sistemática de anexação e judaização do território.

De acordo com a comissão, mais de 800 dunums — cerca de 197 acres — foram apreendidos sob diversos pretextos, incluindo supostos fins militares e expansão de infraestrutura viária. Ao todo, foram emitidas 36 ordens de confisco com finalidade militar e uma ordem de expropriação para ampliação de estradas.
O chefe do órgão, Muayyad Shaaban, também revelou que as autoridades israelenses emitiram 556 ordens de demolição de estruturas palestinas sob a alegação de ausência de licenças. Entre as estruturas visadas, constam 322 residências habitadas, 18 estruturas desabitadas, 151 instalações agrícolas e 97 unidades classificadas como fontes de subsistência.
Ainda segundo Shaaban, as ordens de demolição estiveram concentradas em províncias como Al-Khalil (145), Ramallah (131), Qalqilya (49) e Ariha (46). No total, as forças de ocupação realizaram 380 operações de demolição, resultando na destruição de 588 estruturas, afetando diretamente 843 pessoas, entre elas 411 crianças e 378 mulheres.
A comissão também alertou para o aumento da violência contra palestinos: 11.280 ataques de forças israelenses e colonos foram registrados no mesmo período. Os principais focos desses ataques foram as províncias de Ramallah (1975 incidentes), Al-Khalil (1918) e Nablus (1784).
Os colonos israelenses, segundo o relatório, foram responsáveis por 2.153 ataques, que resultaram na morte de quatro civis palestinos. As agressões variaram entre invasões a vilarejos, incêndios criminosos em residências, disparos contra civis, roubo de terras, vandalismo em estradas e veículos, além da criação de postos avançados ilegais sob cobertura militar.
Entre as localidades mais afetadas estão as aldeias de Kafr Malik, Al-Mughayyir, Beita e Sinjil, onde foram registrados ataques coordenados e intensos por parte dos colonos.
No mesmo período, os colonos também estabeleceram 23 novos assentamentos — a maioria deles de uso pastoral — em diversas regiões da Cisjordânia, incluindo Ramallah, Nablus, Al-Khalil, Qalqilya, Tubas e Al-Quds (Jerusalém Oriental).
Além disso, foram destruídas 12.067 árvores, entre elas 6.144 oliveiras, tradicionalmente cultivadas por agricultores palestinos e essenciais para a subsistência local.
Apesar das condenações internacionais e da violação explícita ao direito internacional humanitário, Israel segue intensificando sua política de colonização da Cisjordânia, promovendo deslocamentos forçados, repressão e violência contra a população palestina — uma estratégia que organizações de direitos humanos e a ONU identificam como parte de um plano mais amplo de anexação de territórios ocupados.





















































