Milhares de iranianos vão às ruas contra agressão dos EUA e Israel
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- 23 de jun. de 2025
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Milhares de iranianos se reuniram neste domingo (22) na Praça Enqelab, no centro de Teerã, para protestar contra os recentes ataques militares realizados pelos Estados Unidos e Israel em território iraniano. A mobilização, marcada por palavras de ordem como "Morte à América" e "Morte a Israel", exigiu a retirada das forças estadunidenses da Ásia Ocidental.

Os manifestantes denunciaram a escalada da violência por parte de Washington e Tel Aviv, classificando os ataques como atos de agressão que ameaçam a soberania do Irã e a estabilidade da região. Além de Teerã, protestos similares foram registrados em cidades como Rasht, Yasuj e Ilam, refletindo a indignação nacional diante dos ataques às instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, realizados nas primeiras horas do domingo.
Durante a manifestação na capital, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian marcou presença, acompanhado por estudantes, ativistas e membros da comunidade acadêmica. A mobilização popular reforçou o apoio ao líder supremo do país, aiatolá Seyed Ali Khamenei, e ao sistema da República Islâmica.
Em resposta aos ataques, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) anunciou o início da 20ª fase de operações retaliatórias contra alvos militares e instalações ligadas à indústria bélica israelense nas cidades de Haifa e Tel Aviv. O governo iraniano declarou que tais ações fazem parte de seu direito legítimo à autodefesa, garantido pela Carta das Nações Unidas.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araqchi, criticou duramente os Estados Unidos, acusando-os de intervir após a incapacidade de Israel de alcançar seus objetivos militares. Ele destacou que Teerã está pronto para defender sua soberania e não permitirá que seu programa nuclear — descrito como pacífico e de desenvolvimento nacional — seja interrompido.
A Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) também condenou os ataques, afirmando que violam o direito internacional e os princípios do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). A entidade assegurou que continuará desenvolvendo a indústria nuclear do país, apesar das pressões externas.
Desde 13 de junho, Israel tem intensificado suas ações militares contra o Irã, resultando na morte de cientistas, comandantes militares e dezenas de civis, incluindo mulheres e crianças. Entre os alvos dos bombardeios israelenses, estão hospitais em Teerã, o que, segundo autoridades iranianas, evidencia a natureza deliberada e criminosa das ofensivas.
As tensões seguem em alta, com a população iraniana manifestando apoio às medidas do governo e exigindo uma resposta firme frente ao que consideram agressões sistemáticas por parte de potências estrangeiras.
Fonte: HispanTV





















































