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Ministro iraniano Abbas Araghchi viajará a Genebra para discutir ofensiva israelense com potências europeias

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou nesta quinta-feira (19) que viajará à cidade suíça de Genebra na sexta-feira (20) para uma série de reuniões com autoridades europeias sobre a intensificação da ofensiva israelense contra a República Islâmica.


Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

Em declaração à imprensa, Araghchi afirmou que se encontrará com os chanceleres da Alemanha, França e Reino Unido, além de manter conversações com o chefe da Política Externa da União Europeia, também em Genebra. Segundo ele, os encontros foram organizados a pedido da chamada troika europeia.


Após a agenda diplomática na Suíça, Araghchi seguirá para Istambul, onde participará da reunião ministerial da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), marcada para sábado e domingo. O principal ponto das discussões, tanto em Genebra quanto na Turquia, será a escalada militar iniciada por Israel na última sexta-feira, que resultou na morte de cientistas nucleares, altos oficiais militares e civis iranianos, incluindo mulheres e crianças.


A ofensiva israelense coincidiu com a aprovação de uma resolução crítica ao Irã no Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena — medida impulsionada pelas potências europeias e apoiada pelos Estados Unidos. Autoridades iranianas classificaram a resolução como politicamente motivada, afirmando que ela prejudicou diretamente os avanços nas negociações nucleares indiretas entre Irã e EUA, cuja sexta rodada, prevista para ocorrer em Mascate, foi suspensa por tempo indeterminado.


Em publicação nas redes sociais, Araghchi reiterou que o Irã não iniciou a atual escalada e que suas ações são respostas legítimas à agressão israelense. Ele também criticou duramente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem acusou de "destruir a diplomacia" e alimentar o conflito com ataques direcionados a instalações e lideranças iranianas.


“O regime israelense acreditava que, ao assassinar nossos comandantes e atingir alvos estratégicos, nos forçaria à rendição. Mas desconhecem a determinação do povo iraniano”, afirmou o chanceler. Ele lembrou ainda a resistência do país durante os oito anos da guerra Irã-Iraque e as décadas sob sanções internacionais, afirmando que nenhuma ameaça militar ou pressão externa levará o Irã a ceder.


Araghchi concluiu dizendo que "não há solução possível por meios coercitivos" e que o Irã permanece disposto ao diálogo, mas não aceitará imposições sob ameaça de violência.


Fonte: PressTV

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