Ofensiva israelense em Tulkarm chega ao 144º dia com demolições e deslocados em massa
- www.jornalclandestino.org

- 19 de jun. de 2025
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A cidade de Tulkarm e seus campos de refugiados permanecem sob uma intensa ofensiva militar israelense pelo 144º dia consecutivo, em uma operação marcada por demolições sistemáticas, presença militar massiva e deslocamento forçado em larga escala.

Segundo relatos da agência WAFA, escavadeiras israelenses continuam a demolir residências no campo de refugiados de Tulkarm há 14 dias ininterruptos. As ações mais recentes ocorreram em bairros densamente povoados como Al-Balawneh, Al-Okasha, Al-Nadi e Al-Sawalmeh, além de zonas vizinhas, ampliando ainda mais a devastação urbana.
No campo de refugiados vizinho de Nur Shams, as forças israelenses utilizaram hoje uma escavadeira militar pesada D10, intensificando uma campanha de demolições que já dura semanas. Até o momento, mais de 50 estruturas foram derrubadas sob o argumento de “abrir vias” e modificar a geografia dos campos, segundo moradores e observadores locais.
As demolições fazem parte de um plano mais amplo de destruição, que visa 106 edifícios nos dois campos: 58 deles em Tulkarm, englobando mais de 250 residências e diversos estabelecimentos comerciais, e 48 em Nur Shams.
Paralelamente, os militares israelenses impuseram um cerco rígido aos campos e arredores, com tropas armadas e veículos blindados bloqueando entradas, vielas e áreas residenciais, impedindo os moradores de retornarem às suas casas ou mesmo de resgatarem seus pertences. Há relatos de que soldados disparam munição real contra qualquer tentativa de aproximação às zonas sob ocupação.
Desde o início da ofensiva, 13 palestinos foram mortos, incluindo uma criança e duas mulheres — uma delas grávida de oito meses. Dezenas de pessoas também foram feridas ou detidas pelas forças israelenses. A destruição já atingiu casas, lojas, veículos e infraestrutura essencial, afetando diretamente o cotidiano dos civis.
De acordo com estimativas recentes, mais de 5.000 famílias — cerca de 25 mil pessoas — foram deslocadas à força dos campos de Tulkarm e Nur Shams. Pelo menos 400 casas foram completamente destruídas e outras 2.573 sofreram danos parciais, agravando a já severa crise humanitária na região.
Atualmente, as entradas dos campos permanecem seladas com barreiras militares, transformando as áreas em zonas quase desertas de vida civil, enquanto o cerco israelense continua a isolar milhares de pessoas sem acesso a socorro, água, eletricidade ou alimentos adequados.
A escalada em Tulkarm ocorre paralelamente às ofensivas na Faixa de Gaza, compondo um cenário de repressão generalizada nos territórios palestinos ocupados, amplamente condenado por organizações internacionais de direitos humanos.





















































