Turquia, Itália e Líbia realizam reunião para discutir redes internacionais de tráfico de pessoas
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- 5 de ago. de 2025
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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, reuniu-se na sexta-feira (1) em Istambul com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o primeiro-ministro do Governo de Unidade Nacional da Líbia, Abdelhamid Dbeiba, em um encontro tripartido voltado para a gestão de fluxos migratórios e questões energéticas.
Em comunicado oficial, o governo italiano informou que a pauta incluiu medidas para combater redes internacionais de tráfico de pessoas, ações de prevenção a migrações irregulares e apoio à Líbia na gestão da pressão migratória. Meloni reiterou o compromisso de Roma com a estabilidade e unidade do país norte-africano e com um processo político conduzido pelos próprios líbios, sob facilitação das Nações Unidas, que leve à realização de eleições.

Ainda segundo a nota, os três líderes acordaram em estabelecer um plano de ações concretas a serem implementadas dentro de um prazo definido.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, e o chefe da inteligência turca, Ibrahim Kalin, participaram da reunião. A emissora turca NTV destacou que, além da questão migratória, o diálogo incluiu temas ligados ao Mediterrâneo, à cooperação no setor petrolífero e à energia.
Antes de chegar a Istambul, Meloni esteve em Tunes, onde se encontrou com o presidente da Tunísia, Kais Said, para tratar de migração e do combate ao tráfico humano. Segundo dados oficiais, o número de embarcações saindo da Tunísia em direção à Itália caiu 60% em 2025, mantendo a tendência de queda registrada desde a assinatura do memorando de entendimento entre Tunísia e União Europeia em 2023. A Líbia, no entanto, segue como um ponto de partida significativo para migrantes africanos rumo à Europa.
A Turquia mantém laços estreitos com o governo de Dbeiba e, em 2019, assinou com Trípoli um acordo para delimitação de zonas econômicas exclusivas no Mediterrâneo Oriental, que é contestado por outros países costeiros e considerado por estes como contrário ao direito internacional.





















































