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Autoridades em Gaza alertam para agravamento da crise humanitária com aumento de mortes e escassez de alimentos e medicamentos

Autoridades da Faixa de Gaza e grupos locais relataram um agravamento das condições humanitárias no território, com aumento de mortes de crianças por causas relacionadas ao frio, desabamentos e desnutrição, além de escassez de medicamentos essenciais. O agravamento ocorre em meio a restrições à entrada de ajuda internacional e à persistente falta de infraestrutura básica e acesso a alimentos.


A fome em Gaza, agosto de 2025. ©SANA AL-JAMAL
A fome em Gaza, agosto de 2025. ©SANA AL-JAMAL

O Hamas emitiu um alerta sobre a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza, destacando que as condições de vida no território têm se agravado com o passar dos dias. Segundo autoridades locais de saúde, o número de crianças mortas em decorrência do frio aumentou nas últimas semanas, enquanto dezenas de civis morreram devido ao colapso de casas fragilizadas pela infraestrutura debilitada.


Dados divulgados por veículos ligados à administração de Gaza indicam que fortes tempestades de inverno já causaram pelo menos seis mortes em áreas de deslocados, incluindo uma criança de um ano vítima de hipotermia e outras mortes relacionadas ao desabamento de abrigos precários. As condições climáticas severas também danificaram milhares de tendas, deixando muitas famílias sem proteção adequada.


O Ministério da Saúde local e organizações internacionais ressaltam que a crise alimentar persiste, com milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar severa. Relatórios apontam que cerca de 1,6 milhão de pessoas, incluindo mais de 100 mil crianças e dezenas de milhares de mulheres grávidas ou lactantes, vivem em níveis críticos de insegurança alimentar, com risco elevado de malnutrição grave.


Além da fome, há relatos de escassez de medicamentos essenciais e suprimentos para serviços de saúde, devido a restrições e dificuldades na entrada de ajuda humanitária. Organizações de saúde alertam para a falta de insumos médicos, como antibióticos, suturas e equipamentos de suporte vital, o que compromete ainda mais a capacidade de atendimento em hospitais e clínicas já sobrecarregados.


A falta de combustível e energia também tem comprometido serviços de saúde e acesso a água potável, enquanto tentativas de aumentar o transporte de ajuda esbarram em dificuldades logísticas e políticas. A ONU e agências parceiras destacam a necessidade urgente de ampliar o acesso humanitário para evitar que a situação piore ainda mais, com crianças e mulheres entre os mais afetados.


O relato do Hamas menciona ainda que ventos fortes e condições climáticas adversas têm afetado acampamentos de deslocados e provocado desarraigamento adicional de famílias, intensificando a necessidade de apoio externo. Organizações humanitárias internacionais têm feito apelos para que corredores de ajuda sejam estabelecidos sem restrições para atender às demandas urgentes de alimentação, abrigo e cuidados médicos.


Analistas e entidades internacionais enfatizam que, apesar de algumas melhorias pontuais em corredores de ajuda, as necessidades permanecem elevadas em Gaza, com risco contínuo de agravamento dos indicadores de saúde e segurança alimentar, caso o fluxo de assistência não seja significativamente ampliado e facilitado.

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