Caos e Terror no Leste do Congo: Rebeldes Avançam, Crime Explode e Crise Humanitária se Agrava
- Derek Emidio

- 25 de fev. de 2025
- 2 min de leitura

A situação no leste da República Democrática do Congo (RDC) está fora de controle. Os ataques do grupo rebelde M23 continuam a forçar milhares de civis a deixarem suas casas, enquanto crimes violentos se espalham pela região. Relatórios da ONU indicam que a violência já custou centenas de vidas, incluindo trabalhadores humanitários, e resultou em violações generalizadas de direitos humanos.
Segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), apenas no Território de Lubero, mais de 100.000 pessoas — metade delas crianças — foram forçadas a fugir na última semana. Hospitais e centros de saúde interromperam os atendimentos, enquanto relatos de estupros e outras atrocidades continuam a se multiplicar.
Onda de crimes em meio à guerra
A insegurança não se restringe ao avanço dos rebeldes. Nas cidades de Goma, Bukavu e Uvira, há um crescimento alarmante de sequestros, assaltos e ataques contra organizações humanitárias. Algumas dessas invasões resultaram em mortes, intensificando o cenário de terror na região.
Em Kivu do Norte, um trabalhador humanitário foi atingido por uma bala perdida durante confrontos no Território de Masisi e morreu dias depois. Desde janeiro, seis trabalhadores humanitários foram assassinados na região, demonstrando os riscos enfrentados por quem tenta levar ajuda à população.
MONUSCO enfrenta dificuldades diante do avanço rebelde
A missão de paz da ONU na RDC (MONUSCO) alertou que a segurança nas áreas dominadas pelo M23 segue instável e imprevisível, com os rebeldes continuando a expandir seu território. A capacidade da ONU de operar na região está severamente limitada, mas ainda assim, a missão conseguiu proteger milhares de pessoas que buscaram refúgio em suas bases.
Enquanto o caos se intensifica, a ONU exige que todas as partes respeitem o direito internacional humanitário, mas na prática, a violência segue desenfreada. O Congo mergulha cada vez mais fundo em uma crise de segurança e direitos humanos, sem sinais de resolução à vista.



















































