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Município espanhol liderado pela extrema direita proíbe celebrações muçulmanas em espaços públicos

O município de Jumilla, na região de Múrcia, na Espanha, aprovou uma medida que proíbe celebrações religiosas em espaços públicos esportivos, afetando diretamente as festividades muçulmanas, como o fim do Ramadã e o sacrifício do cordeiro. A proposta foi apresentada pelo partido de extrema direita Vox e apoiada pelo Partido Popular (PP), que governa a cidade. A decisão provocou forte reação do governo nacional, que classificou a medida como racista e inconstitucional, e também da ministra da Migração, Elma Saiz, que denunciou o ataque à população muçulmana local, majoritariamente composta por trabalhadores agrícolas.


A prefeitura justificou a decisão como uma mudança legal quanto ao uso de espaços públicos, negando qualquer motivação religiosa ou discriminatória. Já o partido Vox comemorou a medida, exaltando a identidade cristã da Espanha. Jumilla, com cerca de 27 mil habitantes, tem visto aumentar as tensões sociais, especialmente após episódios de violência contra imigrantes em cidades vizinhas. A medida foi amplamente criticada por representantes muçulmanos e católicos, que defenderam a liberdade de culto garantida pela Constituição espanhola.


A comunidade islâmica de Jumilla reagiu com cautela. Seus líderes, como Mohamed Benallal, destacaram que pagar impostos lhes garante o direito de usar espaços públicos e anunciaram uma assembleia em setembro para discutir os próximos passos. Apesar da indignação, a comunidade busca uma solução pacífica e legal, enquanto a decisão do município continua gerando debates sobre racismo institucional, liberdade religiosa e convivência multicultural na Espanha.


©omaralnahi
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