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França encerra oficialmente presença militar no Senegal após 65 anos

A presença militar permanente da França no Senegal chegou oficialmente ao fim nesta quinta-feira (17), com uma cerimônia simbólica no campo de Geille, localizado no distrito de Ouakam, em Dakar. O evento marcou a conclusão da retirada dos Elementos Franceses no Senegal (EFS), encerrando uma era de cooperação militar que durou mais de seis décadas.


REUTERS - arquivo
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A cerimônia contou com a participação do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Senegalesas, general Mbaye Cissé, além de autoridades civis, diplomáticas e tradicionais de ambos os países. Cissé classificou o momento como resultado de “meses de diálogo fraterno”, enfatizando o desejo do Senegal de estabelecer uma nova parceria com a França, pautada na formação, capacitação e desenvolvimento técnico das forças armadas nacionais.


“O compromisso das Forças Armadas Senegalesas é com uma parceria eficaz, equilibrada e baseada no respeito mútuo e na soberania de cada nação”, afirmou o general senegalês.

Representando o lado francês, o general Pascal Ianni, comandante do Comando Francês para a África, descreveu o momento como histórico. “Hoje, celebramos a transferência do campo de Geille às forças senegalesas — um dos marcos mais emblemáticos da colaboração militar entre nossos países.”


A retirada das tropas ocorreu de forma gradual e organizada, conforme um cronograma previamente acordado entre as duas nações. Ao longo dos últimos meses, as autoridades francesas devolveram diversas instalações militares ao controle do Senegal, incluindo os campos Maréchal e Saint-Exupéry, entregues em março, e o quartel Contra-Almirante Protet e o Centro de Comunicações de Rufisque, transferidos no início de julho.


Com a entrega final do campo de Geille, os EFS encerram oficialmente sua missão no país. Apesar da retirada, os dois governos reafirmaram seu compromisso com a continuidade da cooperação, agora centrada em treinamento militar, assistência técnica e apoio estratégico, de acordo com as prioridades definidas por Dakar.


“A transformação do nosso relacionamento não representa uma ruptura, mas sim o início de um novo capítulo”, destacou o general Ianni.

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