O império contra-ataca o império: mACRON defende envio de tropas à Groenlândia
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- 16 de jan.
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O governo da França declarou nesta quinta-feira (16) que apoia o envio de soldados à Groenlândia como gesto de solidariedade à Dinamarca e de defesa dos interesses europeus no Ártico. A posição é apresentada em meio ao aumento da pressão política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a manifestar o interesse de Washington em assumir o controle da ilha.
Autoridades francesas afirmaram que a presença militar na região busca reforçar a segurança europeia e sinalizar compromisso com a integridade territorial da Dinamarca, responsável pela Groenlândia. Na quarta-feira, cerca de 15 soldados franceses chegaram ao território dinamarquês, considerado estratégico por sua localização no Ártico e por suas reservas de recursos naturais.
Segundo o governo francês, a mobilização inicial é discreta e ocorre no âmbito da missão europeia de apoio à operação “Arctic Endurance”, em Copenhague, prevista para encerrar nos próximos dias. O presidente Emmanuel Macron indicou, no entanto, que a presença poderá ser ampliada com meios navais, aéreos e terrestres.

A vice-ministra da Defesa da França, Alice Rufo, minimizou a relevância do número de tropas e destacou que o objetivo central é o impacto político e estratégico da iniciativa. De acordo com ela, a intenção não é provocar tensões, mas demonstrar o compromisso de Paris com a defesa coletiva dos interesses europeus.
Desde que reassumiu a Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump tem reiterado que a Groenlândia figura entre as prioridades estratégicas de Washington. Nos últimos dias, o presidente intensificou o discurso, alegando riscos associados à presença da China e da Rússia na região e interesses vitais dos EUA, como sistemas de alerta antecipado contra mísseis.
Diferentemente da Alemanha, que atribui o envio de militares ao território dinamarquês principalmente a ameaças russas e chinesas, a França tem adotado uma postura explícita de rejeição às declarações de Trump. Autoridades francesas classificam como inaceitável qualquer atitude hostil entre aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Como parte do apoio político à Dinamarca, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, anunciou a abertura de um consulado francês na Groenlândia em 6 de fevereiro. Segundo ele, a iniciativa busca reforçar a cooperação diplomática e demonstrar respaldo europeu frente às pressões dos Estados Unidos.
Barrot afirmou que a Groenlândia não deseja ser propriedade, nem governada, nem integrada aos Estados Unidos. Em declaração feita em Riga, o chanceler francês destacou que a segurança do Ártico está diretamente ligada à segurança da Europa e que o território, por ser europeu e protegido pela OTAN, deve ser defendido contra qualquer ameaça.
Enquanto isso, seguem as conversas diplomáticas entre Washington e Copenhague. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, recebe nesta quinta-feira uma delegação dos Estados Unidos. Paralelamente, o chanceler dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, reiterou que a Groenlândia não está à venda.



















































