ONU alerta para “retórica militar” em meio à crise no Irã
- www.jornalclandestino.org

- 15 de jan.
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As Nações Unidas manifestaram preocupação com a intensificação da linguagem e das ameaças de caráter militar ligadas à situação no Irã, em meio a uma expressão pública de apoio a protestos por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O porta-voz do secretário-geral da ONU ressaltou a necessidade de priorizar a diplomacia e manter o diálogo, enquanto a tensão internacional em torno do país persiste.

O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, declarou nesta terça-feira que a organização está “muito preocupada” com o aumento de uma retórica de tom militar relacionada à crise no Irã. Ele enfatizou, em entrevista coletiva em Nova York, a importância de que todos os Estados-membros priorizem a diplomacia em vez de adotar linguagem ou posturas que possam inflamar ainda mais a crise.
Dujarric respondeu a perguntas de jornalistas após declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que encorajou manifestantes iranianos a prosseguirem com protestos e afirmou que “a ajuda está a caminho”. O porta-voz da ONU expressou preocupação com o uso de termos que se aproximam de linguagem militar, indicando que isso poderia agravar tensões.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, já vinha alertando para a necessidade de conter a escalada e buscar soluções pacíficas por meio de diálogo diplomático, em consonância com os princípios da Organização, que defendem a resolução de conflitos sem intervenção militar. A postura reflete a preocupação global com possíveis repercussões regionais e internacionais decorrentes da tensão entre grandes potências e o Irã, cenário que já vinha sendo observado por membros da ONU.
O governo iraniano, por sua vez, formalizou queixas junto à ONU acusando os Estados Unidos de tentar criar um pretexto para intervenção militar e de incentivar a desestabilização interna do país, afirmando que tal abordagem viola normas internacionais de soberania e não-intervenção.
Enquanto isso, autoridades da ONU informaram que a organização mantém mais de 490 funcionários no Irã, entre internacionais e locais, e que, até o momento, não há planos para evacuação em virtude da crise vigente, embora a interrupção do acesso à internet e a intensificação dos confrontos estressem os esforços humanitários e diplomáticos.



















































