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ONU cobra investigação independente sobre morte de mulher durante operação do ICE em Minneapolis

A Organização das Nações Unidas pediu aos Estados Unidos uma investigação rápida, independente e transparente sobre a morte de Renee Nicole Good, cidadã americana de 37 anos, baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação migratória em Minneapolis. O caso provocou protestos nacionais e intensificou críticas à política de imigração do governo Donald Trump.


Jonathan Ross, agente do ICE que matou mulher em Minneapolis I NDTV
Jonathan Ross, agente do ICE que matou mulher em Minneapolis I NDTV

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) solicitou formalmente que as autoridades dos EUA apurem as circunstâncias da morte de Renee Nicole Good, ocorrida na semana passada durante uma operação federal de repressão migratória no estado de Minnesota. A ONU destacou que o uso intencional de força letal deve ser aplicado apenas como último recurso.


Segundo informações divulgadas pelas autoridades, agentes do ICE realizavam uma ação de deportação em Minneapolis quando Good teria tentado impedir a operação com seu veículo. Durante a abordagem, ela foi atingida fatalmente por disparos efetuados pelo agente Jonathan Ross. Testemunhas e registros em vídeo do episódio são analisados por autoridades locais.


Em comunicado, o porta-voz da OCHA, Jeremy Laurence, afirmou que a força letal só é admissível diante de uma ameaça iminente à vida e ressaltou a necessidade de responsabilização. “Deve haver uma investigação independente para esclarecer os fatos e garantir transparência”, declarou.

A morte de Renee Good desencadeou protestos em várias cidades dos Estados Unidos. Manifestantes questionam a conduta do ICE e denunciam o endurecimento das políticas migratórias adotadas pela administração do presidente Donald Trump. Em algumas localidades, forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e agentes químicos para dispersar atos contrários às operações federais.


O governo Trump sustenta que o disparo foi resultado de uma ação defensiva por parte do agente envolvido. Essa versão, no entanto, foi rejeitada por autoridades municipais e por testemunhas. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que a alegação de legítima defesa não se sustenta, destacando que a vítima não representava ameaça aos agentes no local.


Los Angeles, em 8 de junho de 2025. REUTERS I Daniel Cole
Los Angeles, em 8 de junho de 2025. REUTERS I Daniel Cole

A repercussão do caso ultrapassou os limites da cidade. O estado de Minnesota, juntamente com os municípios de Minneapolis e St. Paul, ingressou com uma ação judicial contra o governo federal, contestando o envio de mais de dois mil agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS). A ação argumenta que a medida viola a Décima Emenda da Constituição ao restringir a autonomia estadual.


O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos também se pronunciou, reiterando que o direito internacional só admite o uso de força letal em situações extremas. O órgão enfatizou que é fundamental assegurar justiça e evitar a impunidade em casos envolvendo agentes do Estado.


Internamente, o episódio gerou tensões no Departamento de Justiça dos EUA. Segundo fontes ligadas ao caso, ao menos cinco promotores federais pediram demissão em meio a divergências sobre a condução da apuração. Apesar disso, um alto funcionário do DOJ informou que, até o momento, não haveria base para abrir uma investigação criminal por violação de direitos civis, posicionamento que deve intensificar as críticas de organizações e movimentos sociais.

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