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Venezuela declara combatentes cubanos mortos em ataque dos EUA como Heróis e Mártires da nação

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou a declaração oficial de 32 combatentes cubanos mortos em 3 de janeiro como Heróis e Mártires da nação. A decisão ocorre após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra o território venezuelano e foi marcada por discursos que exaltaram a resistência, a soberania nacional e a solidariedade entre Venezuela e Cuba.


©Telesur
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A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, na segunda-feira (19), um acordo que reconhece oficialmente como Heróis e Mártires da nação os 32 combatentes cubanos mortos durante a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro. A medida foi apresentada como um gesto de reconhecimento político e simbólico diante do que o Parlamento venezuelano classifica como agressão externa ao país.


Durante a sessão, o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Pedro Infante, afirmou que, apesar da superioridade tecnológica e do poder aéreo das forças atacantes, os combatentes demonstraram “infinita superioridade moral”. Segundo ele, os mortos “enfrentaram o invasor” em defesa da soberania venezuelana e da estabilidade regional.


O secretário executivo da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP), Rander Peña, também se pronunciou, descrevendo os combatentes como “seres de luz”. Ele manifestou solidariedade às famílias das vítimas e declarou que o sacrifício dos mortos servirá de referência para futuras lutas políticas e sociais na região.


O acordo aprovado foi formalmente entregue ao embaixador de Cuba na Venezuela, Jorge Luis Mayo Fernández, durante cerimônia realizada na embaixada cubana em Caracas. O diplomata afirmou receber a decisão “em nome do povo cubano e das famílias dos combatentes”, reiterando o compromisso político e histórico entre os dois países.


O reconhecimento ocorre após uma série de mobilizações em Cuba. Em 15 de janeiro, os restos mortais dos 32 combatentes chegaram ao Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, onde foram recebidos com honras militares pelo general do Exército Raúl Castro Ruz e pelo presidente Miguel Díaz-Canel. Milhares de pessoas acompanharam o traslado dos caixões até a sede do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias.


No dia seguinte, a Tribuna Anti-Imperialista foi palco de uma grande manifestação popular, na qual o governo cubano classificou a ofensiva como um “ato criminoso de terrorismo de Estado”. Atos semelhantes também ocorreram na Venezuela, reforçando o discurso oficial de condenação à ação militar norte-americana.


Em 8 de janeiro, uma cerimônia solene foi realizada no Monumento Eclético da Academia Militar da Guarda Nacional Bolivariana, presidida pela então presidente interina Delcy Rodríguez, para homenagear militares e civis mortos durante os ataques. Na ocasião, foi ressaltado que tanto venezuelanos quanto cubanos mortos no episódio são considerados heróis da pátria.


De acordo com autoridades venezuelanas, nas primeiras horas de 3 de janeiro, forças dos Estados Unidos bombardearam Caracas e regiões dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ofensiva teria deixado mais de 80 mortos, entre civis e militares, além de mais de 112 feridos.


Ainda segundo o governo venezuelano, durante a operação militar, comandos da Força Delta dos Estados Unidos realizaram o sequestro do presidente constitucional Nicolás Maduro Moros e da primeira-dama Cilia Flores. O casal presidencial teria sido levado para Nova York, onde, de acordo com Caracas, permanece detido ilegalmente em uma prisão de segurança máxima.

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