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Venezuela: Delcy Rodríguez denuncia campanhas de desinformação vinculadas aos EUA

A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, reafirmou o comando do governo sobre o país e denunciou campanhas de desinformação vinculadas aos Estados Unidos, após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. A China reiterou que países da América Latina têm direito de escolher seus parceiros de cooperação, enquanto denúncias relatam tortura de crianças palestinas em prisões israelenses.


O povo venezuelano vai às ruas em manifestações de apoio ao presidente Nicolás Maduro, após o sequestro atribuído ao governo dos Estados Unidos. Jan 2026 ©ARQUIVO
O povo venezuelano vai às ruas em manifestações de apoio ao presidente Nicolás Maduro, após o sequestro atribuído ao governo dos Estados Unidos. Jan 2026 ©ARQUIVO

A presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, liderou nesta segunda-feira (12) uma jornada de trabalho em Catia La Mar, no estado de La Guaira, uma das áreas mais afetadas pelo ataque militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro. Durante o evento, Rodríguez enfatizou que o governo venezuelano mantém o controle do país e que a governabilidade se dá com apoio da população e da união cívico-militar.


Rodríguez criticou campanhas de desinformação, incluindo conteúdos que erroneamente posicionam Donald Trump como autoridade no país. A mandatária classificou essas ações como “tentativas desesperadas de desconhecer a realidade política e a vontade soberana” da Venezuela, referindo-se ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores pelas forças estadunidenses, atualmente detidos em Nova York.

O ataque dos EUA, ocorrido em 3 de janeiro, resultou em pelo menos 100 mortos nas cidades de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, e foi qualificado pelo governo venezuelano como uma “agressão criminosa”. Rodríguez destacou que o país continuará a conduzir relações internacionais com base na legalidade e no respeito mútuo, com respaldo de nações aliadas que reconhecem a legitimidade das autoridades venezuelanas.


Em paralelo, o coronel russo aposentado Igor Korotchenko afirmou que a ofensiva dos EUA na Venezuela e sua pressão sobre a América Latina visam conter a influência da China na região. Em entrevista à Sputnik Brasil, Korotchenko sugeriu que tensões como a disputa pela Groenlândia podem levar à formação de uma nova aliança militar europeia, operando sem os Estados Unidos, e envolvendo Reino Unido, França e Alemanha.


Na América Latina, a China reforçou seu posicionamento sobre soberania regional. Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, declarou que os países latino-americanos têm autonomia para escolher seus parceiros de cooperação econômica e energética. A medida foi comentada após relatos de que Donald Trump teria afirmado que petróleo venezuelano só poderia ser comercializado sob controle dos EUA. Mao Ning destacou que a China continuará promovendo cooperação pragmática e desenvolvimento conjunto com a região, incluindo a Venezuela.



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