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Ativista queniano é acusado de terrorismo após protestos contra o governo

O ativista de direitos humanos Boniface Mwangi, conhecido como “O Vigia do Povo”, foi preso no Quênia sob acusação de envolvimento em atos terroristas e posse ilegal de munição. A detenção ocorre em meio à repressão contra manifestações populares que tomaram o país em junho, após a morte do blogueiro Albert Ojwang sob custódia policial.


Boniface Mwangi
Boniface Mwangi

A Diretoria de Investigações Criminais (DCI) afirmou ter apreendido laptops, cadernos, celulares, bombas de gás lacrimogêneo e uma arma descarregada em operações nas residências e no escritório de Mwangi. Em audiência judicial realizada nesta segunda-feira (21), ele foi acusado formalmente e libertado sob fiança pessoal de 1 milhão de xelins (aproximadamente US$ 7.700).


As manifestações, lideradas por jovens e motivadas também pelo aniversário de um protesto contra um projeto de lei fiscal retirado em 2023, deixaram ao menos 19 mortos, segundo a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quênia. Organizações locais estimam que quase 40 pessoas tenham morrido nos confrontos. O presidente William Ruto, após condenar a morte de Ojwang, declarou que os protestos violentos representavam uma “declaração de guerra”, autorizando o uso de força letal contra manifestantes envolvidos em depredações.


A prisão de Mwangi é vista por organizações civis como tentativa de criminalizar a dissidência política e silenciar vozes críticas ao governo.

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