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Aumento "preocupante" na "onda de suicídios" entre soldados israelenses

Relatórios recentes da imprensa hebraica revelam um aumento "preocupante" nos casos de suicídio entre soldados israelenses desde o início de 2025, refletindo o agravamento da crise mental que se espalha pelas fileiras após a guerra em Gaza. De acordo com dados divulgados, ao menos 18 militares tiraram a própria vida neste ano, um número que já se aproxima do registrado em 2023 (17 casos) e 2024 (21).


Israel I arquivo
Israel I arquivo

O episódio mais recente envolveu um integrante da Brigada Golani encontrado morto em uma base no norte da Palestina ocupada. Poucas semanas antes, o corpo de Yosef Haim, policial das forças de ocupação, foi localizado em uma floresta próxima a Ramat Biriya. Outro caso ocorreu com um soldado da 401ª Brigada Blindada, que se matou após atuar diretamente nos combates em Gaza.


Apesar da rígida censura militar que restringe a divulgação de informações, o jornal Haaretz informou que apenas em julho sete soldados cometeram suicídio. O quadro levou a divisão de recursos humanos das Forças Armadas a criar um comitê para avaliar o atendimento psicológico oferecido a recrutas e reservistas.


Um levantamento citado pela mídia local aponta que mais de 10 mil soldados israelenses recebem algum tipo de tratamento por traumas relacionados à guerra, incluindo transtorno de estresse pós-traumático, mas menos da metade — 3.769 — têm acesso a acompanhamento especializado. O próprio Itamar Graf, alto funcionário do Ministério da Guerra, reconheceu a insuficiência das medidas adotadas: “Cada suicídio é uma derrota para nós. Apesar das equipes de acompanhamento, o fenômeno só cresce”.


Especialistas alertam que a situação pode se agravar. O psiquiatra Hagai Hermes, que perdeu o filho por suicídio durante o serviço militar, afirmou que os números oficiais representam apenas “a ponta do iceberg”, estimando entre 500 e 700 casos anuais em toda a sociedade israelense. Já o professor Yossi Levi Belaz, da Universidade Rupin, prevê uma “onda de suicídios” entre soldados, sobretudo reservistas, em razão das marcas psicológicas deixadas pelos combates.


Enquanto o exército insiste em minimizar a gravidade, veículos como Walla e Shomrim ressaltam que a taxa cresce em ritmo alarmante.



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