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Bunkers israelenses não aguentam força dos ataques punitivos do Irã

Desde a noite de 13 de junho, a rotina em Israel foi interrompida por completo. Com o início de uma ofensiva militar contra o Irã, rapidamente respondida com ataques de retaliação por parte da República Islâmica, a população israelense passou a viver em constante estado de alerta, refugiando-se em abrigos subterrâneos por longos períodos – dias e noites sem trégua.


As sirenes de emergência soam quase sem cessar, empurrando famílias inteiras para bunkers, enquanto o medo de mísseis iranianos transforma cidades como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém em zonas de silêncio e tensão. Muitos israelenses optaram por permanecer dentro dos abrigos, evitando a exposição ao constante vai-e-vem entre explosões e falsas promessas de segurança.


Contudo, o que era visto como proteção está se revelando insuficiente. Mísseis iranianos com ogivas de alta potência estão penetrando estruturas reforçadas, provocando colapsos dentro dos próprios bunkers. Vídeos gravados por civis e divulgados nas redes sociais revelam cenas de pânico: tetos desmoronando, gritos abafados por poeira e confusão, rostos cobertos de sangue e incredulidade.


Equipes de resgate israelenses relataram 2 mortos e 19 feridos em Israel. ©Reuters
Equipes de resgate israelenses relataram 2 mortos e 19 feridos em Israel. ©Reuters


A população israelense agora se vê diante de uma dura realidade: os abrigos já não garantem a vida.


Em pronunciamentos anteriores, os militares iranianos haviam deixado claro que os territórios ocupados não seriam poupados. “Deixem os territórios ocupados. Eles não serão habitáveis no futuro”, alertou o coronel Reza Sayyad, porta-voz das Forças Armadas iranianas, no domingo seguinte à escalada do conflito. Sayyad acusou o governo israelense de usar sua população como escudo humano e advertiu que o subterrâneo não seria um refúgio seguro nesta guerra.


A ofensiva israelense, iniciada com ataques dentro do território iraniano — inclusive contra áreas residenciais — matou civis e altos oficiais iranianos. Em resposta, o líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, prometeu uma retaliação à altura e nomeou novos comandantes para liderar a resposta militar. Os bombardeios iranianos vieram com força, atingindo alvos estratégicos em profundidade, do centro político de Tel Aviv aos portos e áreas civis de Haifa.


Mesmo sob rígido controle da imprensa israelense, imagens da destruição causada pelos mísseis iranianos continuam a circular, revelando a precisão dos ataques e a fragilidade da estratégia de contenção do regime.


Autoridades em Teerã afirmam que a operação militar continuará “pelo tempo que for necessário”, deixando claro que o conflito entrou em uma nova fase — onde nem mesmo o subterrâneo é garantia de sobrevivência.

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