Distúrbios no Irã deixam dezenas de mortos e autoridades atribuem violência a apoio dos EUA e Israel
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Isfahan, 11 jan. 2026 — Autoridades iranianas informaram que ao menos 30 agentes de segurança morreram durante distúrbios armados na província de Isfahan, atribuídos a grupos apoiados do exterior. O balanço foi divulgado pelo governador Ali Ahmadi, que confirmou também mortes de civis, incluindo um bebê, e anunciou funerais e atos nacionais contra a violência ligada a protestos por demandas econômicas.
Segundo Ahmadi, os confrontos provocaram danos extensos em Isfahan, com registro de incêndios criminosos em dez mesquitas. Ele afirmou que os funerais dos agentes mortos ocorrerão na segunda-feira, em meio a um comício nacional de condenação a ataques armados e atos classificados como terrorismo.
Na vizinha província de Fars, o diretor da Fundação dos Mártires, Ibrahim Bayani, informou a morte de ao menos 12 integrantes das forças de segurança. Já o comandante das Unidades Especiais da Polícia, general Masoud Modaqq, disse que oito membros do seu comando também morreram nos distúrbios.

Vítimas civis e ataques a serviços
Autoridades relataram ataques a centros médicos e de assistência em diferentes regiões. Na província de Gilan, um voluntário do Crescente Vermelho foi morto, e outros cinco funcionários da organização ficaram feridos em ocorrências separadas pelo país. O número total de mortos, entre civis e agentes, ainda não foi oficialmente consolidado.
O governo reiterou que protestos pacíficos contra o aumento do custo de vida e a desvalorização do rial são considerados legítimos, mas afirmou que violência e sabotagem não serão toleradas. As dificuldades econômicas são atribuídas às sanções unilaterais dos Estados Unidos, que afetam o banco central e as exportações de petróleo do Irã.
Autoridades de segurança e do Judiciário anunciaram a desarticulação de células armadas e a prisão de suspeitos com vínculos externos. Segundo Teerã, a escalada da violência teria sido incentivada por declarações de figuras políticas dos Estados Unidos e de Israel.
Apoio externo
Líderes do governo iraniano, acusaram EUA e Israel de apoiarem os distúrbios. Monitoramento de discursos, entrevistas e postagens mostra sinais graduais de envolvimento israelense, sobretudo no ambiente digital, com mensagens direcionadas ao público iraniano. Analistas apontam uma contradição entre recomendações oficiais de silêncio e uma sequência de manifestações públicas que defendem mudanças políticas no Irã.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou solidariedade aos iranianos e descreveu os protestos como um possível momento decisivo. O ex-ministro da Defesa Benny Gantz defendeu apoio explícito contra o governo iraniano, enquanto o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett dirigiu mensagens diretas aos manifestantes, associando os atos à promessa de um futuro diferente para a região.

Outros membros do governo ampliaram o tom. O ministro da Energia, Eli Cohen, declarou que Israel estaria pronto para ajudar caso ocorra uma mudança de poder no Irã. Já o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, publicou mensagens em persa incentivando os protestos.




















































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