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Israel expõe apoio público a protestos no Irã e amplia acusações de interferência

Teerã/Tel Aviv, 11 jan. 2026 — Declarações de autoridades israelenses, publicações em persa e mensagens nas redes sociais indicam apoio político e midiático de Israel aos recentes protestos no Irã. Monitoramento de discursos, entrevistas e postagens mostra sinais graduais de envolvimento israelense, sobretudo no ambiente digital, com mensagens direcionadas ao público iraniano. Analistas apontam uma contradição entre recomendações oficiais de silêncio e uma sequência de manifestações públicas que defendem mudanças políticas no Irã.


Netanyahu e Trump I ©Reuters - arquivo
Netanyahu e Trump I ©Reuters - arquivo

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou solidariedade aos iranianos e descreveu os protestos como um possível momento decisivo. O ex-ministro da Defesa Benny Gantz defendeu apoio explícito contra o governo iraniano, enquanto o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett dirigiu mensagens diretas aos manifestantes, associando os atos à promessa de um futuro diferente para a região.


Outros membros do governo ampliaram o tom. O ministro da Energia, Eli Cohen, declarou que Israel estaria pronto para ajudar caso ocorra uma mudança de poder no Irã. Já o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, publicou mensagens em persa incentivando os protestos.


Em paralelo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou em entrevista à televisão estatal que os recentes distúrbios no país estão sendo coordenados pelos Estados Unidos e por Israel com o objetivo de desestabilizar a segurança nacional. Ele reconheceu protestos por demandas econômicas, condenou a violência e convocou a população a ocupar as praças para preservar reivindicações legítimas.


Pezeshkian disse que o governo diferencia manifestações pacíficas de atos violentos, como incêndios, assassinatos e decapitações, que, segundo ele, não representam o povo iraniano. O presidente declarou que há elementos treinados dentro e fora do país envolvidos em sabotagens e alertou que agentes estrangeiros serão enfrentados com rigor.


O chefe do Executivo reiterou o compromisso com reformas econômicas e informou ter determinado reuniões diretas com comerciantes, algumas já realizadas, para responder às pressões causadas por sanções e inflação. Segundo ele, adversários externos tentaram explorar a situação econômica após a ofensiva militar recente para ampliar tensões internas.


Reportagens da mídia israelense mencionam discussões sobre apoio mais direto aos acontecimentos no Irã, enquanto vazamentos e falas públicas alimentam acusações de Teerã sobre intervenção estrangeira.

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