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Presidente do Irã afirma que os distúrbios no país estão sendo coordenados pelos EUA e Israel

Teerã, 11 jan. 2026 — O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou em entrevista à televisão estatal que os recentes distúrbios no país estão sendo coordenados pelos Estados Unidos e por Israel com o objetivo de desestabilizar a segurança nacional. Ele reconheceu protestos por demandas econômicas, condenou a violência e convocou a população a ocupar as praças para preservar reivindicações legítimas.


Masoud Pezeshkian fala a apoiadores em um comício de campanha em Teerã. ©Sobhan Farajvan I Pacific Press
Masoud Pezeshkian fala a apoiadores em um comício de campanha em Teerã. ©Sobhan Farajvan I Pacific Press

Pezeshkian disse que o governo diferencia manifestações pacíficas de atos violentos, como incêndios, assassinatos e decapitações, que, segundo ele, não representam o povo iraniano. O presidente declarou que há elementos treinados dentro e fora do país envolvidos em sabotagens e alertou que agentes estrangeiros serão enfrentados com rigor.


O chefe do Executivo reiterou o compromisso com reformas econômicas e informou ter determinado reuniões diretas com comerciantes, algumas já realizadas, para responder às pressões causadas por sanções e inflação. Segundo ele, adversários externos tentaram explorar a situação econômica após a ofensiva militar recente para ampliar tensões internas.


Apelo público e segurança

O presidente convocou a população a comparecer às praças “para decidir o futuro” e evitar que tumultos deturpem reivindicações sociais. Também pediu aos jovens que não se deixem envolver por ações terroristas e expressou condolências às famílias das vítimas civis.


Em paralelo, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, ao discursar para milhares de pessoas na cidade sagrada de Qom, afirmou que "o presidente dos EUA tem o sangue de mais de mil iranianos em suas mãos", acrescentando que Donald Trump confessou ter ordenado ataques durante a guerra de 12 dias em junho de 2025, que assassinou comandantes militares, cientistas e pessoas comuns. O pronunciamento ocorreu no Imam Khomeini Hussainiyah, durante cerimônia que marcou o aniversário da revolta de 1978 em Qom contra o regime Pahlavi. Khamenei afirmou que grupos destruíram prédios públicos em Teerã e em outras cidades para “agradar” o presidente estadunidense.

Contexto

Desde o início do ano, o Irã registra motins em várias províncias, com mortes de policiais e membros do Basij, destruição de bens públicos e privados e confrontos no oeste do país, incluindo ações de grupos separatistas. As autoridades afirmam investigar vínculos dos envolvidos com organizações consideradas terroristas e com interesses externos.

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