Petrolíferas resistem a plano de Trump para investir US$ 100 bilhões na Venezuela
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Washington, 10 jan. 2026 — Executivos das maiores empresas de energia dos EUA demonstraram ceticismo, em reunião na Casa Branca, quanto à proposta do presidente Donald Trump de investir US$ 100 bilhões para reativar o setor petrolífero da Venezuela. O debate ocorreu dias após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa por forças dos EUA, em meio a planos de controle das receitas do petróleo venezuelano.

Durante o encontro, realizado em 9 de janeiro, CEOs alertaram para riscos legais, financeiros e de segurança associados a um investimento de longo prazo em um país sob sanções e instabilidade política. Segundo relatos, executivos pediram garantias robustas antes de qualquer compromisso. O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, afirmou que o setor exigiria marcos legais e comerciais claros para avaliar retorno financeiro. Representantes de ConocoPhillips, Chevron, Halliburton, Valero e Marathon também participaram da reunião.

Trump defendeu que empresas estadunidenses liderem a reconstrução do setor, afirmando que o Exército dos EUA garantiria segurança aos investimentos e que a iniciativa poderia reduzir os preços de energia. Diante da resistência, o presidente disse ter outras empresas interessadas em assumir o projeto.
Além das preocupações operacionais, executivos apontaram incertezas sobre a continuidade de acordos em caso de mudanças políticas nos EUA ou na Venezuela. Trump afirmou que decidiria em breve quais companhias poderiam atuar no país.
Após o encontro, o secretário de Energia, Chris Wright, declarou que os EUA passaram a controlar as exportações de petróleo venezuelano, com receitas mantidas em contas offshore sob supervisão americana, negando que se trate de apropriação indevida.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, mas sua produção caiu de 3,5 milhões para cerca de 800 mil barris por dia após décadas de sanções. Atualmente, a Chevron é a única empresa dos EUA com operações no país, por meio de parceria com a estatal PDVSA.




















































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