"Os EUA têm sangue iraniano nas mãos." aiatolá Seyed Ali Khamenei
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O líder do Irã, aiatolá Seyed Ali Khamenei, ao discursar para milhares de pessoas na cidade sagrada de Qom, afirmou que os Estados Unidos estão incentivando os atos de vandalismo e tumultos no país. Segundo ele, a violência estaria ligada a pressões externas e a declarações do presidente dos EUA após recentes protestos motivados pela crise econômica.

O pronunciamento ocorreu no Imam Khomeini Hussainiyah, durante cerimônia que marcou o aniversário da revolta de 1978 em Qom contra o regime Pahlavi. Khamenei afirmou que grupos destruíram prédios públicos em Teerã e em outras cidades para “agradar” o presidente norte-americano.
"O presidente dos EUA tem o sangue de mais de mil iranianos em suas mãos", afirmou Khamenei, acrescentando que Donald Trump confessou ter ordenado ataques durante a guerra de 12 dias em junho de 2025, que tirou a vida de mais de 1.000 iranianos, incluindo comandantes militares, cientistas e pessoas comuns.

Khamenei também criticou participantes dos atos classificados por ele como “enganados” e reiterou que o Estado não tolerará ações que considere alinhadas a interesses estrangeiros. Segundo o aiatolá, pessoas que “sirvam a forasteiros” serão rejeitadas pela sociedade e pelas instituições do país.
Nas últimas semanas, o Irã registrou protestos em várias cidades após a forte desvalorização da moeda e o avanço da inflação, que elevaram os preços de alimentos e bens essenciais. Em resposta, o governo anunciou aumento de subsídios e outras medidas para reduzir a pressão sobre as famílias.
Autoridades iranianas afirmam que atores externos estariam explorando a crise econômica para estimular distúrbios, enquanto o líder supremo convocou a juventude a manter unidade e mobilização, defendendo que a coesão nacional é fundamental para enfrentar adversários externos.




















































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