EUA condicionam ajuda ao Líbano ao desarmamento do Hezbollah
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- 27 de ago. de 2025
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Os Estados Unidos anunciaram que a continuidade de sua ajuda econômica e política ao Líbano dependerá da apresentação de um plano para o desarmamento do Hezbollah. A decisão foi comunicada durante a visita de uma delegação oficial dos EUA a Beirute nesta terça-feira (26), em encontros com o presidente libanês, general Joseph Aoun, e outras autoridades do país.

Segundo o enviado Thomas Barrack, o governo libanês deverá apresentar até 31 de agosto um cronograma para limitar as armas do partido, medida que, segundo ele, poderá receber uma “resposta correspondente” de Israel. Washington afirma apoiar a população libanesa, mas defende que o controle de armamentos seja exclusivo das forças armadas nacionais.
A delegação, que contou também com o ex-enviado Morgan Ortagus e os senadores Jeanne Shaheen e Lindsey Graham, reforçou a posição de que qualquer cooperação com o Líbano está vinculada ao fortalecimento do Exército em detrimento das forças do Hezbollah, classificado por Washington como organização hostil. Graham declarou que “depois de desarmar o Hezbollah, conversaremos com Israel”, sinalizando que o processo também está relacionado às relações bilaterais entre Beirute e Tel Aviv.
Em resposta, o presidente Joseph Aoun reiterou compromisso com o diálogo, mas pediu que os princípios de soberania, recuperação econômica e pluralidade política sejam preservados. O primeiro-ministro Nawaf Salam acrescentou que o Exército libanês foi encarregado de preparar um plano para centralizar o controle das armas até o final do ano, documento que ainda será avaliado pelo Conselho de Ministros.
O presidente do Parlamento, Nabih Berri, destacou que qualquer acordo de cessar-fogo com Israel deve considerar a implementação integral da Resolução 1701 da ONU, incluindo a retirada de tropas estrangeiras, a libertação de prisioneiros e a reconstrução das áreas afetadas pelo conflito.
O Hezbollah, por sua vez, criticou a exigência, classificando a decisão do governo de avançar em um plano de desarmamento como um “pecado grave”.
Até o momento, os detalhes da proposta não foram divulgados, e o tema segue em discussão dentro do Líbano, em meio ao equilíbrio delicado entre pressões externas e a defesa da soberania nacional.




















































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