Irã reafirma direito à autodefesa e nega ter buscado negociações com os EUA
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- 20 de jun. de 2025
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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht Ravanchi, afirmou que Teerã está exercendo seu direito legítimo à autodefesa diante da ofensiva israelense e negou qualquer tentativa recente de reabrir negociações com os Estados Unidos.
Em entrevista à CNN na quarta-feira (18), Ravanchi refutou declarações do presidente Donald Trump, que alegou que o Irã teria enviado mensagens pedindo a retomada do diálogo sobre o programa nuclear. Segundo o diplomata iraniano, "não houve qualquer comunicação do Irã a Washington ou a Tel Aviv desde o início da atual escalada no dia 13 de junho".
O vice-chanceler reiterou que, embora o Irã historicamente prefira a via diplomática, "não é possível negociar enquanto o povo iraniano sofre bombardeios diários". Ele acrescentou: "Não imploraremos por paz. Estamos nos defendendo".
A Missão Permanente do Irã na ONU também emitiu uma nota negando a versão apresentada por Trump, classificando-a como “falsa”. A missão reafirmou que a República Islâmica não aceita negociar sob ameaças ou coerção, reforçando as palavras do líder supremo iraniano, aiatolá Seyed Ali Khamenei, transmitidas em um discurso à nação. “O povo iraniano resistirá tanto à guerra imposta quanto à paz imposta”, declarou o líder religioso.
Durante a entrevista, Ravanchi alertou que qualquer intervenção militar direta dos Estados Unidos no conflito em curso entre Irã e Israel será respondida com retaliação imediata. “Responderemos como julgarmos necessário, contra os alvos que considerarmos adequados”, declarou.
Ele classificou o ataque israelense — ocorrido dois dias antes da sexta rodada prevista de negociações entre Irã e EUA — como uma “traição à diplomacia” e “um golpe à confiança iraniana no processo de diálogo”.
Fonte: HispanTV


























































