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ONU reage com indignação ao massacre de pelo menos 49 civis, entre eles nove crianças na RDCongo

A madrugada que deveria ser de oração se transformou em uma cena de terror na cidade de Komanda, província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo. Um culto cristão foi brutalmente interrompido por membros do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF), resultando na morte de pelo menos 49 civis, entre eles nove crianças, segundo informações da Missão da ONU no país (Monusco).


FORÇAS DEMOCRÁTICAS ALIADAS (ADF), REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO I ARQUIVO
FORÇAS DEMOCRÁTICAS ALIADAS (ADF), REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO I ARQUIVO

A ofensiva, marcada por extrema crueldade, envolveu o uso de facões contra os fiéis reunidos em vigília. Além do massacre dentro da igreja, casas e lojas foram incendiadas e outros civis foram sequestrados, aprofundando ainda mais a crise humanitária que assola a região. A Monusco classificou o ataque como um crime hediondo e uma grave violação do direito internacional humanitário e dos direitos humanos.


Essa nova carnificina acontece apenas uma semana após outro ataque atribuído à mesma milícia, que resultou na morte de 47 pessoas. O ciclo de violência promovido pelas ADF escancara o fracasso das autoridades congolesas e da comunidade internacional em conter a escalada de terror na região.


Em resposta ao massacre, a Monusco anunciou o reforço imediato das patrulhas militares, além de apoio às vítimas e familiares, com assistência médica e organização de sepultamentos. Apesar das ações emergenciais, cresce o questionamento sobre a eficácia da presença da ONU em um território constantemente violado pela barbárie.

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