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Trump propõe sua imagem na moeda comemorativa de US$1


O governo dos Estados Unidos avalia a criação de uma moeda comemorativa de US$ 1 com a imagem do presidente Donald Trump, proposta que reacendeu o debate sobre a tradição de não retratar figuras vivas em moedas do país. A iniciativa está sendo estudada no contexto das celebrações do 250º aniversário da independência, programadas para 2026.


A intenção foi confirmada em 3 de outubro, quando o tesoureiro americano Brandon Beach divulgou nas redes sociais um modelo da moeda. O design mostra, de um lado, o perfil de Trump e, do outro, o presidente erguendo o punho após a tentativa de assassinato sofrida em 2024, na Pensilvânia. O lema “Fight Fight Fight”, utilizado por Trump em discursos após o atentado, aparece gravado no perímetro.


Tiros disparados no comício de Donald Trump em Butler, Pensilvânia
Tiros disparados no comício de Donald Trump em Butler, Pensilvânia

Durante coletiva de imprensa na Casa Branca, a secretária de imprensa Karoline Leavitt comentou que o presidente “certamente vai adorar” o projeto. O Conselho Econômico Nacional da Casa Branca lembrou que, embora incomum, pessoas vivas já foram retratadas em moedas no passado.


Segundo especialistas, a legislação americana não proíbe explicitamente a presença de pessoas vivas em moedas. A restrição existente, aprovada em 1866, aplica-se apenas ao papel-moeda. A série de moedas comemorativas do 250º aniversário foi autorizada pela Lei de Redesenho de Moedas Colecionáveis Circulantes de 2020, sancionada por Trump em seu primeiro mandato. Essa norma proíbe retratos de pessoas vivas apenas no verso das moedas — o que abriria espaço legal para a proposta atual.


“Não está claro quem teria legitimidade para questionar judicialmente a cunhagem de uma moeda como essa”, afirmou Gabriel Mathy, professor de economia da American University. Segundo ele, a ausência de uma vítima direta de eventual “dano” jurídico tornaria difícil barrar o projeto nos tribunais.


Apesar de juridicamente possível, a medida enfrenta resistência de numismatas e historiadores, que a veem como um rompimento com a tradição republicana dos Estados Unidos. “Desde sua fundação, o país evitou associar o presidente à figura de um monarca. Estampar um líder vivo em uma moeda vai contra esse princípio”, explicou Mathy.


Casos semelhantes, no entanto, já ocorreram. Em 1921, uma moeda comemorativa do Alabama exibiu os perfis de dois governadores — um deles ainda no cargo. Em 1926, o então presidente Calvin Coolidge também foi retratado em uma moeda alusiva ao sesquicentenário da independência. Mais recentemente, figuras como Eunice Kennedy Shriver e Nancy Reagan foram homenageadas em emissões especiais.


Em outros países, o uso de figuras vivas é comum, como ocorre no Reino Unido, onde as moedas trazem o rosto do monarca reinante. Em 2025, a Libéria chegou a lançar uma moeda de prata com a imagem de Trump coroado com uma folha de louro dourada e o lema “In Don We Trust”.


O projeto da moeda ainda não foi oficialmente aprovado, mas, caso avance, poderá marcar uma das decisões mais simbólicas da atual gestão — unindo política, história e disputa por memória nacional em torno da imagem de Donald Trump.

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