top of page

Trump oferece apoio militar à RDCongo em troca de minerais

Atualizado: 10 de mar. de 2025

Os Estados Unidos estão flertando com a República Democrática do Congo (RDC) para garantir acesso privilegiado aos cobiçados minerais raros, essenciais para a indústria de tecnologia e defesa americana. Enquanto se apresentam como parceiros estratégicos, os interesses reais de Washington giram em torno do controle sobre os recursos que movem o mundo digital e bélico.


Platon e The People's Portfolio I Um pedaço de coltan em forma de rocha - os mineiros precisam cavar, carregar pedras e quebrá-las para acessar os minerais.
Platon e The People's Portfolio I Um pedaço de coltan em forma de rocha - os mineiros precisam cavar, carregar pedras e quebrá-las para acessar os minerais.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA declarou ao Financial Times que a administração estadunidense está disposta a investir no setor de minerais críticos da RDC — desde que tudo esteja alinhado à política de supremacia econômica dos EUA. “Os Estados Unidos estão abertos a discutir parcerias neste setor que estejam alinhadas com a agenda America First da administração Trump”, afirmou.

A proposta dos EUA inclui promessas de empregos e integração da RDC nas cadeias globais de produção, mas, nos bastidores, há um plano de influência militar: em troca do direito de explorar os metais de terras raras, Washington pode treinar as forças armadas congolesas, sob o pretexto de fortalecer o país contra a insurgência do grupo rebelde M23. O detalhe? O M23 é apoiado por Ruanda, aliado estratégico do Ocidente na região.


Platon e The People's Portfolio I Um mineiro na mina da Cooperativa Lwango
Platon e The People's Portfolio I Um mineiro na mina da Cooperativa Lwango

O M23 voltou a avançar no leste da RDC, após o fracasso das negociações mediadas por Angola. O governo congolês acusa Ruanda de financiar e armar os rebeldes para garantir o fluxo ilegal de minerais estratégicos. Pressionados pela escalada da violência, países como Alemanha e Reino Unido congelaram parte de sua ajuda financeira a Kigali.

Os Estados Unidos também se pronunciaram: em 20 de fevereiro, impuseram sanções a um ministro de Estado ruandês e a um porta-voz do M23, acusando-os de alimentar o conflito no leste do Congo. A medida, no entanto, levanta dúvidas — seria uma jogada para manter o controle sobre a região, enquanto asseguram que as minas mais lucrativas fiquem nas mãos "certas"?

No final de janeiro, o M23, com apoio logístico e militar de Ruanda, tomou Goma, a maior cidade do leste da RDC. Poucas semanas depois, em fevereiro, os rebeldes assumiram o controle de Bukavu, capital da província de Kivu do Sul. Enquanto o caos se desenrola, o Ocidente se movimenta nos bastidores, garantindo que, independentemente do vencedor, os minerais raros continuem fluindo para as fábricas do Norte Global.

ADQUIRA UMA DAS VERSÕES DA EDITORA CLANDESTINO.

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

  • Instagram
  • Youtube
  • Pinterest
  • bluesky-logo-black-7990_00000
  • Whatsapp
  • Facebook
  • Telegram
O Pentágono ordenou que cerca de 1.500 soldados da ativa estejam prontos
00:17
O Pentágono ordenou que cerca de 1.500 soldados da ativa estejam prontos
00:26
O Pentágono ordenou que cerca de 1.500 soldados da ativa estejam prontos
00:17
“Eu vou matar qualquer um que tentar me sequestrar.” Paul Birdsong
02:42
O Pentágono ordenou que cerca de 1.500 soldados da ativa estejam prontos
00:14
Donald Trump é Gatilho das mortes no Irã
01:47
Colonos israelenses armam crianças contra palestinos
01:00
O Pentágono ordenou que cerca de 1.500 soldados da ativa estejam prontos
00:17
bottom of page