Zelensky recua após críticas e propõe restaurar independência de agências anticorrupção
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- 26 de jul.
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O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, anunciou nesta quinta-feira (24) um novo projeto de lei que visa restaurar a independência das principais agências anticorrupção do país. A decisão vem após dias de intensos protestos nas ruas ucranianas e pressões de aliados ocidentais, especialmente da União Europeia.

A proposta, segundo Zelensky, oferece “garantias completas” de autonomia ao Escritório Nacional Anticorrupção (NABU) e ao Gabinete Especializado Anticorrupção (SAPO). A medida reverte uma legislação anterior — sancionada por ele apenas dois dias antes — que concedia ao Procurador-Geral o poder de interferência direta nas atividades dessas instituições, levantando acusações de autoritarismo e risco à candidatura da Ucrânia à UE.
A reversão ocorre após protestos em várias cidades, incluindo Kiev, Odessa, Dnipro e Lviv, com manifestantes acusando Zelensky de minar a luta contra a corrupção e enfraquecer as bases democráticas do país. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu que tal interferência poderia prejudicar seriamente o processo de adesão da Ucrânia ao bloco europeu.
O novo texto legal também propõe testes obrigatórios de polígrafo para funcionários das agências, sob o argumento de combater infiltrações russas — alegação que surgiu após a prisão de um alto funcionário da NABU acusado de espionagem.
Zelensky afirmou que o novo projeto foi discutido com representantes do NABU, SAPO e parceiros internacionais, como Reino Unido, Alemanha e União Europeia.
Apesar da guinada, críticos alertam que o episódio evidencia uma crescente centralização de poder e desconfiança nas instituições ucranianas, enquanto líderes ocidentais questionam a efetividade real das reformas anticorrupção promovidas desde o golpe de 2014.





































































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