Zelensky quer o sacrifício de sangue jovem
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- 25 de mar. de 2025
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta segunda-feira (25) a ampliação do recrutamento militar para jovens de 18 a 24 anos, diante do que chamou de "necessidade urgente de reforços" em diversas unidades das forças armadas. A decisão foi tomada após aprovação da liderança militar e busca atrair voluntários mais jovens por meio de incentivos.
Embora o serviço militar obrigatório atualmente se aplique a homens com mais de 24 anos, o governo ucraniano está incentivando a participação voluntária de cidadãos mais jovens. "Visitei a frente de batalha no sábado e há uma demanda urgente por reforços em brigadas específicas. Vamos responder a essa necessidade com novas incorporações", afirmou Zelensky. A medida também incluirá a Guarda Nacional e as forças de fronteira, visando fortalecer a capacidade de defesa do país.

Desde fevereiro, a Ucrânia lançou uma campanha oferecendo 1 milhão de hryvnias (cerca de 24 mil dólares) para jovens que se alistarem por um ano, além de benefícios como atendimento odontológico gratuito e a possibilidade de deixar o país ao término do contrato – uma opção não disponível para homens em idade regular de recrutamento.
A iniciativa tem gerado críticas, especialmente pela forma como o Ministério da Defesa promove o programa, destacando que o valor oferecido equivale a 15.625 cheeseburgers ou 185 anos de assinatura da Netflix. Alguns analistas classificaram a campanha como desrespeitosa e ineficaz para atrair novos recrutas.
No ano passado, a idade mínima de recrutamento foi reduzida de 27 para 25 anos, mas Zelensky evitou novas mudanças devido a preocupações econômicas e demográficas. No entanto, aliados ocidentais têm pressionado Kiev a alistar jovens para rejuvenescer o exército, que enfrenta dificuldades no conflito contra a Rússia.
A ampliação do recrutamento ocorre em um momento em que os EUA tentam intermediar uma solução para a guerra, buscando reduzir a dependência da Ucrânia da ajuda externa. Washington mediou um acordo para suspender ataques contra infraestruturas energéticas, mas Moscou acusou Kiev de violar o pacto e ameaçou se retirar do cessar-fogo parcial de 30 dias.
Paralelamente, diplomatas dos EUA têm realizado encontros separados com representantes ucranianos e russos na Arábia Saudita para discutir a retomada da Iniciativa do Mar Negro, que visa facilitar exportações marítimas na região.




















































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