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Mais Médicos fortalece atenção primária e beneficia favelas e periferias do Rio após anos de carência assistencial

O programa federal Mais Médicos destinou 160 vagas para 36 municípios do Rio de Janeiro em 2025, priorizando regiões de alta vulnerabilidade social. As favelas e periferias da capital, historicamente afetadas por vazios assistenciais, recebem reforço de profissionais voltados à atenção primária, considerada a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas destacam impactos positivos na prevenção de doenças e no vínculo entre médicos e comunidades.


Programa Mais Médicos
Programa Mais Médicos

A maior parte das vagas previstas no estado, 62 no total, foi direcionada a áreas consideradas de média e alta vulnerabilidade, incluindo bairros da zona norte como Penha, Olaria, Ramos, Vigário Geral, Ilha do Governador, Complexo da Maré e Complexo do Alemão, que abriga mais de 58 mil habitantes. A capital convocou os médicos aprovados no edital a se apresentarem nesta segunda-feira (29), mas a Prefeitura ainda não divulgou quais unidades básicas de saúde (UBSs) receberão os profissionais.


Pesquisadores destacam que, desde sua implementação, o Mais Médicos consolidou a presença de profissionais em UBSs, especialmente em locais remotos, rurais e periferias urbanas. Segundo o Censo do Ministério da Saúde deste ano, mais de 96% das unidades básicas de saúde já contam com médicos em suas equipes.


A participação de médicos cubanos na primeira fase do programa, iniciada em 2015, foi apontada como fundamental para a consolidação de ações de saúde integral, incluindo controle da tuberculose, sífilis na gestação e atenção a questões como drogadição e transtornos mentais. Segundo o professor Cassiano Mendes Franco, da UFRJ, os profissionais se destacavam pela sensibilidade à realidade social e pelo vínculo com a comunidade, algo ainda pouco difundido entre médicos brasileiros na atenção primária.


Historicamente, o programa surgiu em resposta a uma grave escassez de médicos e desigualdade regional na distribuição de profissionais de saúde. Em 2013, o Brasil registrava menos de dois médicos por mil habitantes, com alta rotatividade e vazios assistenciais em várias UBSs. Pesquisas indicam que o Mais Médicos contribuiu para redução da mortalidade, prevenção de doenças e diminuição de internações por condições sensíveis à atenção primária, mobilizando inicialmente 18 mil médicos, em sua maioria estrangeiros.


Após reformulação em 2023 pelo governo Lula da Silva, o programa ampliou o número de médicos e o tempo de permanência, contando atualmente com cerca de 26 mil profissionais, majoritariamente brasileiros, em 4,2 mil municípios, cobrindo 77% do território nacional. Além do provimento emergencial de médicos, a política investiu em infraestrutura das UBSs e na ampliação da formação em medicina, garantindo que 87% dos profissionais estejam registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM).


Especialistas alertam que desafios permanecem, como a fixação de médicos a longo prazo e a criação de carreiras estruturadas na atenção primária. A pesquisadora Ligia Giovanella, da ENSP/Fiocruz, defende vínculos profissionais que vão além de bolsas temporárias, sugerindo concursos públicos e estratégias de formação continuada, como residências multiprofissionais e especializações.


O programa já enfrentou ataques e desmonte durante o governo de Jair Bolsonaro, quando médicos cubanos foram alvo de campanhas de desinformação e ameaças, resultando na saída temporária de profissionais e em lacunas de atendimento. Desde a reformulação, políticas de incentivo, como descontos na dívida do Fies conforme vulnerabilidade da região, buscam garantir a permanência dos médicos e a continuidade da atenção primária nas comunidades mais necessitadas.

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