Paquistão e China cobram ações imediatas do governo talibã contra grupos terroristas no Afeganistão
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Paquistão e China intensificaram nesta segunda-feira (5) a pressão diplomática sobre o governo talibã no Afeganistão, exigindo medidas urgentes, “visíveis e verificáveis”, para desmantelar organizações terroristas que operam no país. Segundo os dois aliados, a presença desses grupos representa uma ameaça direta à segurança regional, global e a projetos estratégicos de infraestrutura.

A posição foi formalizada durante a sétima rodada do diálogo estratégico entre Paquistão e China, copresidida pelo ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, e pelo chanceler chinês, Wang Yi. No documento final do encontro, ambos destacaram a importância de impedir que o Afeganistão seja utilizado como base para ameaçar países terceiros.
Paquistão e China também reafirmaram o compromisso conjunto com o combate ao terrorismo e com a garantia da segurança regional, especialmente no contexto da Nova Rota da Seda, o ambicioso projeto de infraestrutura liderado por Pequim. O Paquistão ocupa posição estratégica na iniciativa, que tem sido alvo de ataques violentos nos últimos anos.
A cobrança ocorre em um momento sensível para a segurança dos dois países. Autoridades chinesas têm demonstrado crescente preocupação com a proteção de seus cidadãos no exterior, após ataques que resultaram na morte de engenheiros e trabalhadores chineses envolvidos em projetos no Paquistão.
Diante desses episódios, o presidente da China, Xi Jinping, exigiu garantias de segurança consideradas “concretas” por parte do governo paquistanês para assegurar a continuidade dos investimentos chineses no país.
O Paquistão, por sua vez, acusa o governo talibã de abrigar integrantes do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), grupo militante conhecido como talibã paquistanês. Segundo Islamabad, a organização mantém vínculos ideológicos com os talibãs afegãos e é responsável por diversos atentados em território paquistanês.
Os talibãs, que retomaram o poder no Afeganistão em agosto de 2021, rejeitam as acusações e afirmam que não permitem o uso do país para ameaçar outras nações. Ainda assim, a pressão internacional sobre o regime segue aumentando, especialmente em temas ligados à segurança, direitos humanos e estabilidade regional.





































































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